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Poesia – Quando agosto vai embora

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XII Quando agosto vai embora Agosto vai embora devagar, e Paredes começa a ficar mais silenciosa. As malas aparecem junto às portas, como quem já sabe o caminho de...

Poesia – Volta à escola nas aldeias de Penacova

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XI Volta à escola nas aldeias de Penacova Setembro chega mansinho à aldeia, trazendo o cheiro a livros novos. As férias ficam nas memórias, e os dias voltam a...

Poema – O rio mente

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X O rio mente Os pescadores na margem sabem que o rio mente. Diz que está calmo enquanto roí a terra por baixo. Diz que é sempre o mesmo enquanto leva...

Poema – O verão no Mondego

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IX O verão no Mondego No verão, o rio aprende a ser preguiçoso. Deita-se entre as praias fluviais e deixa-se olhar. As mães espalham toalhas. Os miúdos saltam dos rochedos como...

Poesia – A praia fluvial

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VII A praia fluvial O Mondego também descansa. Em Penacova, aprendeu a ser praia. Os miúdos saltam dos rochedos como se o tempo não contasse. As mães espalham toalhas e vigiam...

Poesia – Livraria do Mondego

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VI Livraria do Mondego Na margem quieta do Mondego antigo, há uma porta que range como um verso, e abre-se devagar, sem pressa, como se o tempo ali aprendesse...