PMA agrava alerta para esta segunda-feira, 10 de agosto, com subida das temperaturas no interior Norte e Centro. Penacova integra a faixa de risco elevado a muito elevado no distrito de Coimbra.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou esta segunda-feira, 10 de agosto, cerca de 30 concelhos dos distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Faro em perigo máximo de incêndio rural, num dia marcado pela subida das temperaturas no interior Norte e Centro do país.
No distrito de Coimbra, vários concelhos encontram-se em risco elevado ou muito elevado, incluindo Penacova, situação que reforça a necessidade de vigilância acrescida nas freguesias com maior mancha florestal e proximidade de habitações dispersas.
Segundo o IPMA, mais de uma centena de municípios do interior Norte e Centro estão em perigo muito elevado. Em risco elevado encontra-se ainda grande parte do Alentejo e dezenas de concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Porto, Aveiro, Coimbra, Viseu, Santarém, Leiria, Lisboa, Portalegre e Faro.
O índice de perigo de incêndio rural resulta da combinação de temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e precipitação registada nas últimas 24 horas.
A Polícia Judiciária deteve, em Vila Nova de Poiares (Coimbra), um homem de 28 anos suspeito da autoria de três incêndios florestais ocorridos entre 4 de julho e 1 de agosto na freguesia de Arrifana (Louredo). A detenção, anunciada após o suspeito ter ficado em prisão domiciliária, surge num momento em que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) coloca dezenas de concelhos do país em perigo máximo de incêndio e mantém grande parte do distrito de Coimbra sob risco elevado a muito elevado.
Segundo a Diretoria do Centro da Polícia Judiciária, a investigação foi desenvolvida em colaboração com o Grupo de Trabalho de Redução de Ignições – Centro Litoral.
Os elementos recolhidos indicam que os incêndios terão sido provocados através de chama direta, com recurso a um isqueiro, tendo consumido áreas de eucaliptal e mato integradas numa extensa mancha florestal da freguesia de Arrifana (Louredo), no concelho de Vila Nova de Poiares.
A PJ refere que as ignições ocorreram numa zona com elevado potencial de propagação, colocando em risco a floresta envolvente, terrenos agrícolas e habitações existentes nas proximidades.
Investigação aponta para atuação deliberada
De acordo com a Polícia Judiciária, os indícios reunidos apontam para uma atuação deliberada por parte do suspeito, residente na área.
A autoridade de investigação criminal acrescenta que o homem conhecia o caráter ilícito da sua conduta e o elevado risco associado à propagação de incêndios florestais, suscetíveis de colocar em perigo pessoas, habitações, floresta e outros bens.
Após o primeiro interrogatório judicial, o tribunal determinou a aplicação da medida de coação de prisão domiciliária.
Caso ganha relevo perante agravamento do risco de incêndio
O anúncio da detenção ocorre num contexto de agravamento do perigo de incêndio rural em Portugal.
Esta segunda-feira, 10 de agosto, o IPMA colocou cerca de 30 concelhos dos distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Santarém e Faro em perigo máximo de incêndio rural.
Mais de uma centena de municípios do interior Norte e Centro encontram-se em perigo muito elevado.
No distrito de Coimbra, vários concelhos permanecem em risco elevado ou muito elevado, incluindo Penacova, onde as autoridades mantêm vigilância reforçada devido à extensa mancha florestal e à existência de habitações dispersas em meio rural.
Temperaturas sobem no interior
Para esta segunda-feira, o IPMA prevê uma subida da temperatura máxima no interior Norte e Centro, com vento fraco a moderado do quadrante oeste, podendo soprar mais forte na faixa costeira ocidental durante a tarde.
Castelo Branco deverá atingir 35 graus, Faro 32, Lisboa 29 e Porto 25 graus. A conjugação de calor, vegetação seca e vento continua a ser apontada pelas autoridades como um dos principais fatores de agravamento do perigo de incêndio rural.
Penacova mantém vigilância reforçada
Embora Penacova não esteja abrangido pelo nível máximo, o concelho permanece numa zona de risco elevado a muito elevado, o que justifica prudência acrescida em áreas de pinhal, eucaliptal e matos.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil mantém o apelo para evitar queimadas, queimas de sobrantes, uso de maquinaria suscetível de produzir faíscas e outras atividades de risco em espaço rural.












