Plano desenvolvido com a ANEPC e a GNR ensina os condutores a agir quando há fumo na via, incluindo os cenários em que ainda é possível circular e quando é necessário permanecer dentro do veículo.

A Brisa reforçou esta segunda-feira, 28 de julho de 2026, as recomendações de segurança para quem circula nas autoestradas portuguesas em situação de incêndio rural, através do Plano de Ação e Resposta aos Grandes Incêndios Rurais (PARGIR), desenvolvido em colaboração com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e a GNR. O objetivo é reduzir o risco para os automobilistas em cenários de fumo intenso ou aproximação das chamas, recorrendo a orientações práticas e à utilização da aplicação SOS Autoestradas.
Portugal continua entre os países europeus mais expostos
Segundo a Brisa, Portugal permanece historicamente entre os países europeus mais vulneráveis aos incêndios rurais. A operadora sublinha que o PARGIR ganha especial importância num ano em que os incêndios já consumiram mais de 250 mil hectares na União Europeia, uma área superior à média registada nesta altura do ano nas últimas duas décadas.
O plano é apresentado sob o lema “Onde há fumo, ative o modo de segurança. Saiba o que fazer num cenário de incêndio” e distingue dois cenários: quando a circulação ainda é possível e quando deixa de ser segura.
Se ainda for possível conduzir
Quando existe fumo na via, mas a circulação pode continuar, a Brisa recomenda que os condutores:
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Abrande a velocidade e adapte a condução às condições de visibilidade;
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Mantenha uma distância de segurança superior à habitual em relação ao veículo da frente;
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Circule com as luzes ligadas, utilizando os quatro piscas sempre que necessário;
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Use a linha branca da faixa de rodagem como referência se a visibilidade for muito reduzida;
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Mantenha as janelas fechadas;
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Feche todas as entradas de ar do veículo;
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Ative o modo de recirculação do ar condicionado.
O plano alerta ainda que os automobilistas devem respeitar sempre as indicações das autoridades no terreno e nunca circular em sentido contrário, exceto se essa manobra for expressamente ordenada pela autoridade policial.
Quando já não for possível continuar a circular
No cenário mais grave, em que o fumo ou o fogo impedem a progressão em segurança, a recomendação é imobilizar o veículo fora da faixa de rodagem, afastado de vegetação e, sempre que possível, junto de estruturas sólidas, como barreiras acústicas, muros de betão, passagens superiores ou viadutos.
Depois de parar, a Brisa aconselha:
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Manter o motor ligado;
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Manter as luzes e os quatro piscas ligados;
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Utilizar a buzina se necessário para facilitar a localização pelos meios de socorro;
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Permanecer no interior do veículo, com as janelas fechadas.
A permanência dentro do automóvel é considerada, nestas circunstâncias, a opção mais segura até à chegada das autoridades ou à melhoria das condições de visibilidade.
Aplicação SOS Autoestradas pode acelerar o socorro
A Brisa voltou também a recomendar a instalação da aplicação SOS Autoestradas, disponível para smartphones, que permite pedir ajuda em caso de emergência. A principal vantagem é o envio automático da localização do utilizador, reduzindo o tempo necessário para acionar os meios de assistência e socorro.
Além da aplicação, os condutores podem contactar o 112 ou a linha de apoio da Brisa, através do número 210 730 300.
Relevância para os condutores da região de Penacova
A divulgação destas recomendações assume particular importância para os automobilistas que utilizam diariamente os principais eixos rodoviários da região Centro, incluindo o IP3, a A13 e as ligações à A1, numa altura em que o risco de incêndio continua elevado em vários distritos do país.
Penacova tem acompanhado nos últimos meses várias situações de condicionamento rodoviário relacionadas com fenómenos extremos, desde incêndios a derrocadas e episódios de poluição, o que reforça a necessidade de preparação dos condutores para cenários de emergência.
As autoridades recordam que, perante fumo intenso na estrada, a prioridade deve ser sempre preservar a vida humana, evitar manobras bruscas e seguir rigorosamente as instruções da Proteção Civil, da GNR e das equipas de socorro.












