O Instituto Português do Mar e da Atmosfera mantém dezenas de concelhos do país sob perigo máximo de incêndio rural. Embora o concelho de Penacova não integre o nível mais elevado esta sexta-feira, o distrito de Coimbra continua com risco significativo, exigindo especial prudência em zonas florestais.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou esta sexta-feira mais de meia centena de concelhos do interior Norte e Centro e do distrito de Faro em perigo máximo de incêndio rural, mantendo igualmente um vasto conjunto de municípios, incluindo do distrito de Coimbra, sob níveis muito elevado e elevado. A classificação resulta da conjugação das condições meteorológicas previstas para o dia, como temperatura, humidade relativa, vento e precipitação recente, fatores que potenciam a rápida propagação de incêndios.
Interior continua a concentrar o maior risco
Os concelhos classificados em perigo máximo distribuem-se pelos distritos de Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro, repetindo praticamente o cenário registado na quinta-feira.
Além destes, mais de uma centena de concelhos dos distritos do Porto, Aveiro, Vila Real, Viseu, Coimbra, Leiria, Lisboa, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Setúbal, Portalegre, Évora, Beja e Faro encontram-se em perigo muito elevado ou elevado, situação que exige cuidados acrescidos da população.
No distrito de Coimbra, apesar de não existirem hoje concelhos classificados no nível máximo, o risco continua significativo em vários territórios, entre eles o concelho de Penacova, marcado por uma extensa área florestal e por um histórico de elevada vulnerabilidade durante os meses de verão.
Descida das temperaturas não elimina o perigo
Para esta sexta-feira, o IPMA prevê céu geralmente muito nublado, possibilidade de aguaceiros fracos e dispersos no Norte e Centro, menos prováveis nas zonas do interior, e uma descida da temperatura máxima, sobretudo no interior do país.
As temperaturas deverão variar entre os 13 graus de mínima na Guarda e os 20 graus em Faro, enquanto as máximas oscilarão entre 24 graus na Guarda, Leiria, Aveiro, Porto e Viana do Castelo e 34 graus em Faro. Apesar do alívio térmico relativamente aos últimos dias, as condições de secura da vegetação mantêm elevado o potencial de ignição e propagação de incêndios.
Como é calculado o perigo de incêndio
O índice diário de perigo de incêndio rural do IPMA resulta de um modelo que integra diversos parâmetros meteorológicos, designadamente:
- Temperatura do ar;
- Humidade relativa;
- Velocidade do vento;
- Quantidade de precipitação registada nas últimas 24 horas.
A classificação é atualizada diariamente e divide-se em cinco níveis: reduzido, moderado, elevado, muito elevado e máximo.
Restrições e recomendações à população
Nos concelhos classificados com perigo muito elevado ou máximo vigoram restrições a diversas atividades em espaço rural, nomeadamente relacionadas com o uso do fogo e de determinados equipamentos que possam provocar faíscas.
As autoridades recomendam que a população:
- Evite queimadas e queimas de sobrantes;
- Não utilize fogo para eliminação de resíduos;
- Redobre os cuidados na utilização de maquinaria agrícola e florestal;
- Não lance beatas ou outros materiais incandescentes para o solo;
- Contacte de imediato o 112 ou os bombeiros caso detete um foco de incêndio.
O IPMA recorda ainda que as condicionantes às atividades agrícolas, florestais e de lazer variam diariamente em função do nível de perigo de incêndio de cada concelho, devendo ser consultadas antes da realização de qualquer atividade em espaço rural.
Penacova continua sob vigilância
Em Penacova, onde predominam extensas manchas florestais e onde já este verão ocorreram diversas ocorrências de pequena dimensão, as autoridades continuam a apelar ao cumprimento rigoroso das medidas de prevenção.












