Após quatro dias de condicionamentos provocados por um derrame de resina, a circulação foi retomada esta quinta-feira num dos sentidos do IP3. Os trabalhos de reabilitação do pavimento prosseguem no sentido Coimbra–Viseu, sem previsão para a reabertura total.

A circulação no Itinerário Principal 3 (IP3) foi retomada esta quinta-feira, ao início da tarde, no sentido Viseu–Coimbra, entre os nós de Miro e de Penacova, depois de vários dias de interrupção provocada por um derrame de resina no pavimento. A reabertura ocorreu cerca das 15h30, após a conclusão de trabalhos de limpeza e de avaliações técnicas, mas o sentido Coimbra–Viseu mantém-se encerrado para permitir a reparação integral da via.
Reabertura parcial após avaliações técnicas
A reabertura do sentido Viseu–Coimbra foi confirmada pela Guarda Nacional Republicana (GNR) e pela Infraestruturas de Portugal (IP), que informou que a circulação pôde ser restabelecida após a conclusão dos trabalhos de limpeza e das verificações às condições de segurança da infraestrutura.
No entanto, a IP esclarece que continuam a decorrer intervenções profundas no sentido Coimbra–Viseu, onde a contaminação provocada pela resina comprometeu significativamente a aderência do pavimento.
Segundo a empresa pública, estas obras continuam a ser indispensáveis para garantir que a estrada reúne todas as condições de segurança antes da reabertura ao trânsito.
Derrame obrigou a substituir parte do pavimento
O incidente ocorreu na passada segunda-feira, quando um veículo pesado derramou resina no IP3, entre o nó de Miro e o nó de Penacova.
De acordo com a Infraestruturas de Portugal, a substância infiltrou-se na camada de desgaste do pavimento, provocando uma contaminação que impossibilita uma simples limpeza da via.
As avaliações técnicas concluíram que será necessária uma intervenção mais profunda, incluindo:
- fresagem da camada superficial do pavimento;
- aplicação de uma nova camada de desgaste;
- reabilitação das zonas afetadas;
- execução de nova sinalização horizontal;
- limpeza das caleiras e dos órgãos de drenagem com equipamento específico de recolha de águas.
A empresa já tinha alertado que os trabalhos se prolongariam durante vários dias, devido à complexidade da intervenção.
Empresa responsável assume custos
A Infraestruturas de Portugal revelou igualmente que a empresa proprietária do veículo responsável pelo derrame manifestou disponibilidade para suportar todos os custos associados à reposição das condições de circulação na infraestrutura.
Este compromisso permitirá que a reparação decorra sem encargos para o Estado, embora os trabalhos tenham de cumprir todas as exigências técnicas antes da reabertura integral da via.
Condicionamentos continuam a afetar a circulação
Apesar da reabertura parcial representar um alívio para milhares de automobilistas que utilizam diariamente o IP3, o encerramento do sentido Coimbra–Viseu continua a obrigar ao recurso aos desvios definidos pelas autoridades.
O incidente provocou fortes constrangimentos na mobilidade entre Coimbra e Viseu e teve também impacto na atividade económica da região, nomeadamente no concelho de Penacova, onde diversas empresas alertaram para os prejuízos causados pelos condicionamentos.
A Infraestruturas de Portugal ainda não divulgou uma data para a reabertura total do troço intervencionado, referindo apenas que a circulação será restabelecida quando estiverem garantidas todas as condições de segurança.











