Análises laboratoriais afastaram qualquer evidência de poluição no rio Mondego associada ao derrame de resina no IP3, mas a estrada continua encerrada e os trabalhos de limpeza prosseguem no concelho de Penacova.

Os banhos na praia fluvial do Reconquinho, em Penacova, voltaram esta quarta-feira a ser considerados seguros, depois de terem estado temporariamente desaconselhados por precaução na sequência do derrame de resina ocorrido no IP3. A decisão foi tomada após os resultados das análises laboratoriais confirmarem que não existe evidência de contaminação das águas do rio Mondego relacionada com o incidente. Apesar disso, o corte do IP3 entre os nós de Penacova e de Miro mantém-se, sem previsão de reabertura, enquanto decorrem os trabalhos de reabilitação do pavimento e de limpeza.
Reconquinho volta a receber banhistas em segurança
Depois de um dia de incerteza para residentes e visitantes, a Câmara Municipal de Penacova informou que foi levantado o desaconselhamento temporário dos banhos na praia fluvial do Reconquinho.
A decisão surge na sequência da divulgação dos resultados das análises à qualidade da água, efetuadas após o derrame de resina ocorrido na segunda-feira no IP3.
Também as praias fluviais do Rebolim e de Palheiros e Zorro, no concelho de Coimbra, voltaram a estar disponíveis para utilização.
A Câmara Municipal de Coimbra explicou que os ensaios laboratoriais “confirmaram que não existe evidência de poluição no rio Mondego associada a esse incidente”, permitindo novamente a utilização destas zonas balneares em condições de segurança.
Em Penacova, o município sublinha que continuam “em curso operações de contenção, limpeza e monitorização da qualidade da água no rio Mondego”, acrescentando que a situação permanece a ser acompanhada pelas entidades competentes.
Derrame obrigou a medidas preventivas
O desaconselhamento dos banhos foi determinado na terça-feira, por indicação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), numa medida preventiva devido ao risco potencial de contaminação após o derrame de uma elevada quantidade de resina no IP3.
Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a ocorrência teve origem na rutura de um equipamento de um camião que transportava resina, cerca das 11h30 de segunda-feira.
Embora a substância não seja considerada tóxica nem inflamável, a dimensão do derrame obrigou a uma operação complexa de contenção e limpeza para evitar a sua dispersão para o meio envolvente.
A proximidade do local do acidente ao vale do Mondego levou as autoridades ambientais a adotarem uma postura de máxima precaução até serem conhecidos os resultados das análises.
IP3 continua encerrado entre Penacova e Miro
Enquanto a situação ambiental evoluiu favoravelmente, os problemas na circulação rodoviária mantêm-se.
A Infraestruturas de Portugal informou que os trabalhos de reabilitação do pavimento no troço afetado, entre os nós de Penacova e de Miro, poderão prolongar-se por vários dias, mantendo-se o encerramento da via nos dois sentidos.
Ao final da tarde de hoje, fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra confirmou à agência Lusa que continuava sem existir previsão para a reabertura do IP3.
O trânsito continua a ser desviado pela Estrada Nacional 2 (EN2), situação que tem provocado constrangimentos significativos na circulação entre Coimbra e Viseu.
Continuidade da vigilância ambiental
Apesar do levantamento das restrições nas praias fluviais, as entidades responsáveis mantêm um plano de monitorização da qualidade da água do Mondego.
A vigilância continuará nos próximos dias, acompanhando a evolução das operações de limpeza no IP3 e garantindo que qualquer alteração seja rapidamente detetada.
Para Penacova, onde o Reconquinho constitui uma das principais zonas balneares do concelho durante o verão, o levantamento do desaconselhamento representa um regresso à normalidade numa época de grande afluência turística.
Já a circulação rodoviária permanece condicionada, sendo aconselhado aos automobilistas que utilizem percursos alternativos até ser anunciada a reabertura do IP3.












