Os trabalhos de limpeza não produziram os resultados esperados e a Infraestruturas de Portugal decidiu avançar com a repavimentação do troço afetado. As obras começam na quarta-feira e deverão terminar durante a próxima semana, mantendo-se o objetivo de reabrir uma faixa à circulação logo que existam condições de segurança.

O IP3 permanece cortado nos dois sentidos na zona de Penacova desde a tarde de segunda-feira, na sequência do derrame de uma grande quantidade de resina proveniente de um camião de transporte. Às 06h20 desta terça-feira, cerca de 19 horas após o encerramento da estrada, não existia qualquer previsão para a reabertura da circulação, enquanto decorriam operações de contenção e limpeza da substância, envolvendo 27 operacionais apoiados por 13 viaturas. O trânsito continua a ser desviado pela Estrada Nacional 2 (EN2), por indicação da Guarda Nacional Republicana (GNR).
Derrame obrigou ao corte total da principal ligação entre Coimbra e Viseu
Segundo o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, o incidente ocorreu por volta das 11h30 de segunda-feira, quando uma rutura num veículo pesado que transportava resina provocou o derrame da carga sobre a faixa de rodagem.
Perante a dimensão da ocorrência e o risco para a segurança rodoviária, a circulação foi interrompida cerca de uma hora depois em ambos os sentidos do IP3, uma das mais importantes ligações entre Coimbra, Penacova, Santa Comba Dão e Viseu.
Trabalhos de limpeza continuam sem prazo para terminar
Apesar de a Proteção Civil assegurar que a resina derramada não é tóxica nem inflamável, a quantidade espalhada sobre o pavimento exige uma operação complexa de remoção e limpeza para garantir que a via reúne novamente condições de segurança.
A Infraestruturas de Portugal confirmou que as suas equipas permanecem no local, em articulação com a Proteção Civil e os bombeiros, desenvolvendo todos os esforços para remover a substância e restabelecer a circulação, sem avançar, para já, qualquer data para a reabertura do troço afetado.
IP3 será repavimentado após limpeza não produzir os resultados esperados
A zona do IP3 afetada pelo derrame de resina, junto ao nó de Penacova, vai ser integralmente repavimentada, numa intervenção decidida após se verificar que os trabalhos de limpeza realizados ao longo de mais de 24 horas não estavam a produzir os resultados necessários para restabelecer as condições de segurança da via.
A decisão foi tomada numa reunião que envolveu a Infraestruturas de Portugal (IP), a Proteção Civil Municipal de Penacova, os Bombeiros Voluntários de Penacova e a empresa proprietária do veículo pesado responsável pelo derrame.
Segundo o que ficou definido, os trabalhos de repavimentação arrancam já na quarta-feira e deverão estar totalmente concluídos durante a próxima semana.
Entretanto, as autoridades pretendem reabrir o IP3 de forma faseada, assim que as condições de segurança o permitam. O objetivo passa por colocar pelo menos uma via em funcionamento, com circulação alternada e condicionada por semáforos ou outro sistema de gestão de tráfego, permitindo a passagem de veículos a velocidade reduzida. No entanto, ainda não existe uma data prevista para essa reabertura parcial.
Recorde-se que o incidente ocorreu pelas 11h30 de segunda-feira, quando uma rutura num camião que transportava resina provocou o derrame de uma quantidade significativa da substância sobre a faixa de rodagem. Apesar de a Proteção Civil ter esclarecido que o produto não é tóxico nem inflamável, a dimensão do derrame obrigou ao encerramento total do IP3, devido ao elevado risco para a circulação rodoviária e à necessidade de uma intervenção técnica mais profunda do que inicialmente previsto.
Esta atualização reforça o impacto da ocorrência numa das principais ligações rodoviárias entre Coimbra e Viseu e confirma que a reposição das condições normais de circulação dependerá agora da conclusão da nova camada de pavimento.
Trânsito desviado pela EN2
Durante o período de encerramento do IP3, a GNR mantém o desvio obrigatório da circulação para a EN2 nos dois sentidos.
As autoridades apelam aos condutores para que contem com tempos de viagem superiores ao habitual e adotem especial prudência nas vias alternativas, que registam um aumento significativo do volume de tráfego devido ao corte do itinerário principal.
Nova interrupção volta a evidenciar a vulnerabilidade do IP3
O novo encerramento acontece numa altura em que o IP3 continua no centro do debate sobre a necessidade de modernização desta infraestrutura estratégica.
Nos últimos meses, vários incidentes — desde deslizamentos de terras a acidentes e agora um derrame de carga — voltaram a provocar condicionamentos significativos na circulação, reforçando as críticas quanto à vulnerabilidade desta ligação rodoviária.
Recorde-se que o Governo aprovou a solução para a duplicação do IP3 entre Souselas e Penacova, incluindo a futura variante de Penacova, intervenção considerada estruturante para melhorar a segurança e a fluidez do tráfego neste eixo nacional.












