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Ministro da Administração Interna alerta para cenário exigente e apela à responsabilidade dos cidadãos na prevenção

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, passa revista às forças em parada, durante a cerimónia do 19.º aniversário da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, em Pombal CARLOS BARROSO / LUSA

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, alertou esta quarta-feira, em Pombal (distrito de Leiria), que o próximo verão deverá ser “muito duro” no que respeita ao risco de incêndios florestais, anunciando a implementação de um modelo de avaliação para identificar zonas prioritárias de limpeza.

Modelo de risco para intervenção prioritária

Segundo o governante, o Executivo já dispõe de um sistema de avaliação que permitirá identificar as áreas mais vulneráveis, com especial atenção às zonas próximas de pequenas localidades.

“Temos um modelo de avaliação de risco das zonas mais afetadas, particularmente junto das populações mais pequenas, para podermos fazer o nosso trabalho [de limpeza] durante estes meses, e é isso que vai acontecer”, afirmou.

Limpeza reforçada com apoio do ICNF e militares

O ministro destacou o trabalho em curso por parte do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, ao qual se juntam, a partir de agora, meios militares para reforçar as ações de limpeza nos territórios mais afetados, nomeadamente na sequência da passagem da depressão Depressão Kristin.

Luís Neves sublinhou que o objetivo é atuar com rapidez para reduzir o impacto do elevado volume de combustível florestal acumulado após a tempestade.

Recuperação de caminhos e aceiros é prioridade

Entre as intervenções prioritárias está a reparação de caminhos e aceiros florestais destruídos, considerados essenciais para o combate aos incêndios.

Estes acessos são fundamentais não só para permitir a entrada de meios de socorro, nomeadamente dos bombeiros, mas também para criar barreiras naturais à progressão do fogo.

Governo apela à responsabilidade dos cidadãos

O ministro reforçou que a proteção civil é uma responsabilidade partilhada, apelando à colaboração dos proprietários na limpeza de terrenos em redor das habitações.

Caso essa obrigação não seja cumprida, a Guarda Nacional Republicana poderá intervir, embora, segundo garantiu, não o fará “de forma persecutória”.

“Sabemos que há dificuldades, que há muitos e pequenos terrenos, mas o verão vai ser muito duro, com riscos acrescidos, pelo que apelamos aos cidadãos para fazerem a sua parte”, afirmou.

Risco deixou de ser excecional

As declarações foram proferidas à margem das comemorações do 19.º aniversário da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a primeira cerimónia realizada fora de Lisboa.

Na ocasião, o governante sublinhou que o contexto da proteção civil se alterou significativamente nos últimos anos, com o risco a deixar de ser excecional para se tornar mais frequente, complexo e exigente.

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