Programa litúrgico decorre entre Quinta-feira Santa e Domingo de Páscoa, envolvendo diversas comunidades paroquiais
O concelho de Penacova prepara-se para viver o Tríduo Pascal, o período mais importante do calendário litúrgico cristão, com celebrações distribuídas por várias freguesias da Unidade Pastoral de Santa Maria, entre Quinta-feira Santa e Domingo de Páscoa.
Celebrações repartidas pelo território
O programa inicia-se na Quinta-feira Santa, com a celebração da Ceia do Senhor, às 21h, nas freguesias de Lorvão e São Pedro de Alva, evocando a Última Ceia de Jesus com os discípulos.
Na Sexta-feira Santa, dia dedicado à Paixão de Cristo, realizam-se celebrações às 15h, em Penacova e São Pedro de Alva, e às 17h, em Lorvão, assinalando a morte de Jesus na cruz.
O Sábado Santo será marcado pela Vigília Pascal, às 21h30, novamente em Lorvão e São Pedro de Alva, numa celebração que simboliza a passagem das trevas para a luz e o anúncio da Ressurreição.
Já no Domingo de Páscoa, as Missas da Ressurreição decorrem em vários horários e localidades:
- 8h30 – Carvalho e Lorvão
- 9h – Travanca do Mondego
- 10h – Lorvão
- 10h15 – Oliveira
- 11h – Sazes
- 11h30 – Penacova e São Pedro de Alva
- 14h – Paradela da Cortiça
- 14h30 – Friúmes
- 15h15 – São Paio do Mondego
O significado do Tríduo Pascal
O Tríduo Pascal constitui o centro da fé cristã, celebrando a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Inicia-se na tarde de Quinta-feira Santa e culmina no Domingo de Páscoa.
Historicamente, estas celebrações remontam aos primeiros séculos do Cristianismo, quando as comunidades cristãs começaram a estruturar liturgias próprias para assinalar os momentos fundamentais da vida de Cristo. A Ceia do Senhor recorda a instituição da Eucaristia; a Sexta-feira Santa relembra o sacrifício de Jesus; a Vigília Pascal é considerada a “mãe de todas as vigílias”, celebrando a vitória da vida sobre a morte; e o Domingo de Páscoa representa o auge da fé cristã, com a Ressurreição.
Tradição e identidade local
No concelho de Penacova, estas celebrações assumem também um forte caráter comunitário, mobilizando fiéis de diferentes freguesias e preservando tradições religiosas com raízes profundas na identidade local.
A descentralização das celebrações por várias localidades permite manter viva a participação das comunidades, reforçando o papel das paróquias enquanto espaços de encontro, fé e continuidade cultural.

