Partido afirma que situação é “grave” e defende decisões rápidas no terreno; Infraestruturas de Portugal mantém via encerrada por razões de segurança

A delegação concelhia do partido CHEGA em Penacova deslocou-se no passado domingo ao local da derrocada na Estrada Nacional 110 (EN 110), no concelho de Penacova, com o objetivo de avaliar presencialmente a dimensão dos danos, proceder ao respetivo registo fotográfico e comparar as imagens recolhidas com as fotografias anteriormente remetidas pela Infraestruturas de Portugal ao Município.

Segundo informação divulgada pela estrutura local do partido, as fotografias foram captadas diretamente no local, não se tratando de imagens aéreas ou panorâmicas obtidas por drone, opção que, de acordo com a delegação, visou “não desvirtuar a realidade concreta” que atualmente afeta a população.

A comitiva do CHEGA de Penacova esteve no troço afetado pela derrocada, que se mantém encerrado ao trânsito, observando a instabilidade da encosta e a acumulação de material na plataforma rodoviária.

No comunicado tornado público, o partido sustenta que a situação “é grave” e requer “ação firme e célere por parte das entidades competentes”, defendendo que a população necessita de decisões concretas e de obras no terreno, em vez de sucessivas reuniões institucionais.

Posição política e apelo à intervenção rápida

Na mesma nota, a delegação manifesta “total solidariedade com a população afetada” e reafirma disponibilidade para, em conjunto com os cidadãos, ponderar outras formas de atuação, caso tal venha a ser entendido pela comunidade local.

O partido sublinha ainda que continuará a acompanhar o processo, invocando “respeito pelo passado, sentido de responsabilidade no presente e visão para o futuro”.

Situação da EN 110 e enquadramento institucional

A EN 110, eixo rodoviário estruturante para a mobilidade no concelho de Penacova e ligação a outros territórios da região Centro, encontra-se cortada na sequência da derrocada, situação já anteriormente acompanhada pelo Município de Penacova e pela Infraestruturas de Portugal, entidade gestora da via.

Recorde-se que, em comunicações anteriores, a Infraestruturas de Portugal indicou que as condições de segurança no local ainda não estavam reunidas para proceder à limpeza integral do material escorregado, estando os trabalhos dependentes da melhoria das condições meteorológicas e de reavaliação técnica da estabilidade da encosta.

O encerramento da via tem provocado constrangimentos significativos na circulação rodoviária, obrigando a percursos alternativos e afetando residentes, trabalhadores e empresas que utilizam diariamente aquele troço.

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