Autarca de Pinhel assume liderança do órgão para os próximos quatro anos; Jorge Conde é o novo vice-presidente do Conselho Diretivo
Eleição realizada em Coimbra
Daniela Patrícia Monteiro Capelo, presidente da Câmara Municipal de Pinhel (distrito da Guarda), foi eleita presidente do Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro), para um mandato de quatro anos.
A eleição decorreu em Coimbra, no âmbito dos trabalhos do Conselho Regional, órgão que assegura a representatividade institucional e territorial da Região Centro e acompanha a atividade do Conselho Diretivo da CCDR Centro.
Na mesma sessão, Jorge Conde, ex-presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), foi eleito vice-presidente do Conselho Diretivo da CCDR Centro, nos termos do artigo 13.º, n.º 4, da Lei Orgânica das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional.
Nova Comissão Permanente definida
Com a eleição da nova presidente, foi igualmente definida a constituição da Comissão Permanente do Conselho Regional da CCDR Centro, que passa a integrar:
- Presidente: Daniela Patrícia Monteiro Capelo, presidente da Câmara Municipal de Pinhel
- Vice-presidente: António Luciano da Silva Ribeiro, presidente da Câmara Municipal de Seia
- Vice-presidente: António Jorge Franco, presidente da Câmara Municipal da Mealhada
- Vogal: Joaquim Augusto Alves do Amaral, presidente da Câmara Municipal de Nelas
- Vogal: Universidade da Beira Interior (UBI), representada pela reitora Ana Paula Duarte
- Vogal: Instituto Politécnico de Leiria (IPL), representado pelo presidente Carlos Rabadão
- Vogal: Câmara de Comércio e Indústria do Centro, representada pelo presidente da Direção, José Manuel da Silva Couto
A Comissão Permanente é responsável por assegurar a articulação interna do Conselho Regional e preparar os trabalhos e deliberações deste órgão.
Contexto marcado por tempestades e necessidade de resiliência

Na sua primeira intervenção enquanto presidente eleita, Daniela Capelo sublinhou que a eleição ocorre “num momento particularmente exigente para a Região Centro”, devido às consequências da sucessão de tempestades que atingiram o território nas últimas semanas.
“A CCDR Centro tem aqui um papel determinante: apoiar os territórios na recuperação, promover soluções articuladas e contribuir para políticas públicas que reforcem a resiliência regional, a adaptação às alterações climáticas e a proteção das pessoas e dos bens”, afirmou.
A nova presidente destacou ainda a necessidade de reforçar a cooperação institucional e a coordenação entre entidades, defendendo que o Conselho Regional deve afirmar-se como “um espaço ativo de diálogo e de concertação”, capaz de responder às necessidades imediatas dos territórios afetados, mas também de projetar estratégias de médio e longo prazo.
“Importa aprender com esta realidade para melhor preparar a Região Centro para o futuro”, acrescentou.
Transição de liderança
O Conselho Regional era até agora presidido por Paulo Fernandes, ex-presidente da Câmara Municipal do Fundão, que atualmente lidera a Estrutura de Missão “Reconstrução da Região Centro do País”.
Em mensagem de despedida, Paulo Fernandes considerou ter sido “uma enorme honra” presidir ao Conselho Regional durante vários anos, sublinhando que se trata de “uma estrutura fundamental para a afirmação da região como um todo”.
“Desejo as maiores felicidades à próxima presidente do Conselho, numa altura em que a colaboração entre todas as entidades e a luta pela recuperação da região são tão decisivas”, afirmou.
O papel do Conselho Regional da CCDR Centro
O Conselho Regional é o órgão da CCDR Centro que assegura a representatividade dos vários interesses e entidades relevantes para a prossecução da missão da Comissão, garantindo a execução das suas atribuições e acompanhando a atividade do Conselho Diretivo.
Integra os presidentes das câmaras municipais da Região Centro — que abrange 100 municípios distribuídos pelos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu — bem como representantes:
- da comissão permanente de concertação social do Conselho Económico e Social;
- das juntas de freguesia;
- das instituições de ensino universitário e politécnico;
- das associações empresariais;
- das associações de desenvolvimento local e cívicas;
- e das entidades representativas dos setores da cultura, agricultura, ambiente, turismo e saúde.
Enquanto órgão de concertação estratégica, o Conselho Regional assume um papel central na definição de orientações e no acompanhamento da aplicação de instrumentos de política pública e de fundos comunitários na Região Centro, num contexto em que a recuperação pós-tempestades e a adaptação às alterações climáticas ganham particular relevância para os territórios do interior e do litoral da região.













