Publicidade

Acesso às Caldas de Penacova, IP3, EN2 e ER110 entre as principais preocupações; produção de água engarrafada está totalmente parada

Durante a visita ao acesso às Caldas de Penacova, o presidente da câmara explicou que a autarquia está já a desenvolver o projeto de reabilitação da estrada, mas alertou para a necessidade de uma solução imediata, dada a importância estratégica daquela via.

Álvaro Coimbra revelou que o município solicitou o apoio do Exército para estudar a eventual instalação de uma ponte provisória sobre o rio Mondego, defendendo igualmente a necessidade de envolver a Infraestruturas de Portugal (IP) na procura de uma solução estruturada.

O autarca recordou ainda que, aquando da construção do IP3, chegou a ser equacionada a criação de uma área de repouso nas proximidades da antiga fábrica, infraestrutura que poderia igualmente servir como acesso alternativo à zona.

Produção da Caldas de Penacova totalmente parada

O corte do único acesso às Caldas de Penacova levou à paragem total da produção da empresa de água engarrafada, desde a passada quarta-feira. A situação foi confirmada pelo administrador da empresa, Urbano Marques, que admitiu não existir ainda perspetiva concreta para a retoma da atividade.

“É uma situação de grande incerteza e, pelo menos, teremos mais uma semana ou duas para vislumbrar alguma solução. Mas não há certeza de nada”, afirmou o responsável à agência Lusa.

A empresa, localizada no concelho de Penacova e que emprega 96 trabalhadores, encontra-se impossibilitada de escoar a produção. Segundo Urbano Marques, estão a ser estudadas soluções em conjunto com o município e o regimento de engenharia do Exército, embora sem garantias quanto à sua viabilidade.

“Vamos ver se conseguimos arranjar uma meia solução para circulação com camionetas mais pequenas, mas se vai ser permitido ou não é outra coisa”, referiu, acrescentando que a empresa tem suporte financeiro para aguentar a paragem, mas alertou para os impactos no mercado.

Segundo o administrador, a Caldas de Penacova é líder de mercado há 14 anos, mas antevê um prejuízo significativo, sobretudo pela falta de produto junto dos clientes, caso a situação se prolongue.

Autarquia manifesta preocupação com impacto económico e social

O presidente da Câmara Municipal de Penacova manifestou também à agência Lusa a sua preocupação com a situação, sublinhando que a Caldas de Penacova é “um dos maiores empregadores do concelho”.

“Estamos a procurar uma solução alternativa, já que o acesso que existe não será resolvido rapidamente”, afirmou Álvaro Coimbra.

Segundo o autarca, o Exército esteve no domingo no terreno a avaliar uma solução alternativa, nomeadamente a construção de uma ponte, mas explicou que, “face ao caudal do rio, nem há condições para avaliar” a viabilidade dessa infraestrutura neste momento.

Álvaro Coimbra admitiu ainda que poderá existir uma ligação entre a situação registada no acesso às Caldas e os problemas no talude do IP3, mais acima na encosta.

“Temos de procurar uma alternativa, seja por via do Exército ou com a IP, porque poderá haver uma relação entre o que está a acontecer ali e o que aconteceu no talude do IP3, no mesmo local, mas mais acima na encosta”, afirmou.

Nó do IP3 com instabilidade agravada

No nó de Penacova do IP3, o presidente da câmara alertou o governante para o facto de a Infraestruturas de Portugal ter adiado sucessivamente uma intervenção na ribeira da Selgã, destinada à estabilização do talude.

As fortes chuvas das últimas semanas agravaram a situação, com impacto visível junto aos pilares da infraestrutura, aumentando o risco naquele ponto da via.

EN2 e cemitério da Carvoeira com danos estruturais

Na Estrada Nacional 2 (EN2) e no cemitério da Carvoeira, o autarca revelou os resultados de um estudo técnico realizado no fim de semana, que aponta para a deterioração da plataforma da estrada, com várias fissuras, e para problemas estruturais no cemitério.

Por razões de segurança, foi determinado o encerramento de dois talhões. Como medidas mitigadoras, a autarquia avançou com a drenagem de águas, o corte de árvores no perímetro e a contenção parcial do paredão do cemitério.

Mais uma vez, Álvaro Coimbra recordou que este troço da EN2 é da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal, defendendo uma intervenção urgente.

ER110 encerrada há duas semanas

Durante a visita, foi igualmente abordada a situação da Estrada Regional 110 (ER110), encerrada há cerca de duas semanas devido ao deslizamento de um talude. O presidente da câmara solicitou uma intervenção urgente para que seja reposta a circulação rodoviária.

Comitiva alargada na visita governamental

A visita contou com a presença da vice-presidente da Câmara Municipal de Penacova, Magda Rodrigues, dos vereadores Vítor Cordeiro e Carlos Sousa, do presidente da Junta de Freguesia de Penacova, Alcino Francisco, do comandante dos Bombeiros Voluntários de Penacova, Vasco Viseu, e do coordenador municipal da Proteção Civil, Assis Marques.

A deslocação do secretário de Estado permitiu, segundo a autarquia, sensibilizar o Governo para a gravidade da situação em vários pontos do concelho, reforçando a necessidade de respostas rápidas e articuladas entre o município, a Administração Central e as entidades responsáveis pelas infraestruturas.

Publicidade
Artigo anteriorPresidenciais 2026: António José Seguro vence no concelho de Penacova com 72,81% dos votos
Próximo artigoEUVG e ISCAC reforçam parceria com nova Pós-Graduação em Gestão Veterinária

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui