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Associações empresariais de Coimbra, Leiria e Santarém, consideram positivas as medidas do Governo, mas alertam que o recurso excessivo a financiamento é insuficiente para responder aos prejuízos registados.

Foto Jornal Expresso

As associações empresariais NERC, NERLEI, NERSANT e AIP consideram positivas as medidas anunciadas pelo Governo para apoiar as empresas afetadas pela depressão Kristin, mas defendem que o pacote de apoio deve incluir apoios a fundo perdido, alertando que o recurso quase exclusivo a financiamento poderá agravar o endividamento das empresas.

Os responsáveis das quatro associações reuniram-se esta manhã para fazer um balanço dos impactos do temporal, que provocou elevados prejuízos nos distritos de Coimbra, Leiria e Santarém, considerados entre os mais afetados.

O presidente da NERSANT, Rui Serrano, afirmou que as medidas governamentais “fazem sentido”, mas anunciou que serão apresentadas propostas adicionais na reunião da Unidade de Missão, incluindo mecanismos de apoio já utilizados durante a pandemia de Covid-19 e nos incêndios florestais.

Também o diretor executivo da NERLEI, Henrique Carvalho, manifestou preocupação com a operacionalização das medidas e alertou que o financiamento representa “mais dívida” para empresas em paragem operacional, dificultando soluções a médio prazo.

Já o presidente da NERC, Horácio Pina Prata, destacou os impactos nos setores ligados aos ciclos de produção, nomeadamente na agricultura, alertando para perdas futuras e para a necessidade de apoios mais robustos.

A depressão Kristin causou a destruição de habitações, empresas e infraestruturas, cortes de estradas, falhas de energia e comunicações, centenas de feridos e desalojados, tendo provocado nove mortes desde a semana passada. O Governo decretou situação de calamidade em 69 concelhos e anunciou um pacote de apoios até 2,5 mil milhões de euros.

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