Projeto para o mandato 2026-2029 aposta na coesão territorial, valorização dos recursos endógenos e reforço institucional da CCDR, com impacto direto nos municípios da Região Centro, incluindo Penacova

A eleição do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) está agendada para a próxima segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, decorrendo com uma única candidatura a sufrágio. Ribau Esteves, apoiado conjuntamente pelo Partido Social Democrata (PSD) e pelo Partido Socialista (PS), apresentou publicamente as linhas orientadoras do seu projeto para o mandato 2026-2029, centrado na coesão territorial, no desenvolvimento equilibrado da Região Centro e no reforço do papel político e institucional da CCDRC.
Segundo informação enviada às redações, a candidatura assenta numa estratégia de desenvolvimento integral da Região Centro, defendendo uma maior articulação entre o litoral e o interior e uma atuação próxima dos municípios, do Governo e das entidades públicas e privadas. O candidato compromete-se a imprimir uma “nova dinâmica de trabalho” à CCDRC, sustentada num modelo de governação assente no trabalho de equipa e na valorização da instituição enquanto agente central do desenvolvimento regional.
Estratégia para a Região Centro
Entre as principais medidas apresentadas para o início do mandato destaca-se a realização de um ponto de situação à organização e às atividades da CCDRC no primeiro trimestre de 2026. Está igualmente prevista a aceleração da execução dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do programa Centro 2030, bem como a preparação atempada do próximo quadro comunitário de apoio pós-2027, áreas com impacto direto no financiamento de projetos municipais e intermunicipais, incluindo no concelho de Penacova.
O programa prevê ainda a descentralização das reuniões do conselho diretivo da CCDRC, a realização bienal do Congresso da Região Centro e encontros regulares com as comunidades intermunicipais, reforçando a proximidade institucional e o acompanhamento no terreno das realidades locais.
Floresta, economia e cooperação institucional
A proposta programática inclui uma agenda específica dedicada à floresta da Região Centro, considerada um setor estratégico do ponto de vista ambiental, económico e da proteção civil. Estão igualmente previstas ações de promoção do desenvolvimento económico e de captação de investimento nacional e estrangeiro, bem como projetos de valorização de recursos endógenos, como as termas e o vinho, relevantes para vários territórios do interior centro, entre os quais o concelho de Penacova.
No plano institucional e científico, Ribau Esteves propõe o reforço da cooperação com universidades e institutos politécnicos da região, outras CCDR, regiões espanholas e instituições europeias, incluindo diligências regulares junto da Comissão Europeia, em Bruxelas, com o objetivo de reforçar a afirmação da Região Centro no contexto europeu.
Candidatura formalizada e equipa proposta
A candidatura foi formalizada a 22 de dezembro de 2025, junto da Direção-Geral das Autarquias Locais. No âmbito do acordo político estabelecido entre PSD e PS, Nuno José do Nascimento Rodrigues Madeira de Almeida é o candidato a vice-presidente a eleger pelos presidentes de câmara, enquanto Jorge Manuel dos Santos Conde será proposto como vice-presidente a eleger pelo Conselho Regional.
Ribau Esteves sublinha a sua experiência autárquica, bem como o percurso na gestão de fundos comunitários e em entidades públicas e privadas, destacando o conhecimento aprofundado da Região Centro, de Portugal e da União Europeia. Assume como objetivo liderar a CCDRC com proximidade, energia e foco no crescimento económico, na coesão social e territorial e na melhoria da qualidade de vida das populações.
Contactos com os municípios
Nas últimas semanas, o candidato realizou contactos com os autarcas dos 77 municípios da Região Centro, apelando à participação no ato eleitoral e defendendo uma relação de parceria reforçada entre a CCDRC e as autarquias locais. Uma abordagem que, segundo a candidatura, pretende assegurar uma governação regional mais próxima das necessidades concretas dos territórios, incluindo os municípios do interior, como Penacova, frequentemente confrontados com desafios demográficos, económicos e de coesão territorial.












