Municípios da Região de Coimbra optam pela requalificação do traçado existente, rejeitando a construção de uma nova autoestrada com portagens a sul do Mondego

O presidente da Câmara Municipal de Penacova, Álvaro Coimbra, defendeu esta semana, em sede da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC), a conclusão da duplicação do IP3 em perfil de autoestrada, entre Coimbra e Viseu, “o mais rapidamente possível e sem mais demoras ou desculpas”.

A posição foi assumida no âmbito do processo lançado pelo Governo, que solicitou aos municípios envolvidos uma tomada de posição até ao dia 15, colocando duas alternativas em cima da mesa para a melhoria da ligação rodoviária entre Coimbra e Viseu.

Duas opções colocadas pelo Governo

De acordo com a informação transmitida aos autarcas, o Governo apresentou duas hipóteses: a requalificação do traçado atual do IP3, entre Coimbra e Viseu, incluindo a duplicação da via — com um troço já em obra entre Treixedo e Viseu — ou a construção de uma nova autoestrada, a sul do rio Mondego, com portagens.

Após análise, os 19 municípios que integram a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra decidiram, de forma concertada, optar pela solução que prevê a conclusão da requalificação do IP3 em perfil de autoestrada.

Para Álvaro Coimbra, a opção agora escolhida reúne vantagens evidentes face à alternativa apresentada. “É a solução mais lógica e mais rápida, uma vez que já há trabalho feito pela IP – Infraestruturas de Portugal, nomeadamente o projeto que está a ser desenvolvido para o troço entre Souselas e Penacova”, sublinhou o autarca.

O presidente da Câmara de Penacova destacou ainda que esta é a solução que melhor defende os interesses do concelho e dos milhares de pessoas que utilizam diariamente esta via estruturante. “Esperamos há décadas pela ligação por autoestrada, uma ligação segura entre Coimbra e Viseu. Esperamos que desta vez o Governo avance rapidamente e sem hesitações”, afirmou.

Nova autoestrada com portagens considerada pouco pragmática

A proposta alternativa apresentada pelo Governo, que previa a construção de uma nova autoestrada a sul do Mondego, com portagens, foi afastada pelos municípios da região. Segundo Álvaro Coimbra, tratava-se de uma opção ainda sem estudos técnicos concluídos e sem traçado definido, o que implicaria prazos de execução mais longos.

“Era uma opção ainda sem estudos e sem traçado definido, com uma previsão de conclusão mais prolongada no tempo. Temos de ser pragmáticos e decidir com base em dados concretos. A opção escolhida, de duplicação do IP3, tem trabalho feito e projetos em curso”, frisou.

Conclusão do troço Souselas–Penacova prevista para 2029

De acordo com informação da IP – Infraestruturas de Portugal, a duplicação do IP3 no troço entre Souselas e Penacova deverá estar concluída no final de 2029. O projeto inclui ainda a construção de uma nova variante em Penacova, destinada a corrigir um dos segmentos mais sinuosos e condicionantes do atual traçado.

A concretização desta intervenção é vista pelos autarcas da região como um passo decisivo para melhorar a segurança rodoviária, reduzir tempos de percurso e reforçar a coesão territorial entre o litoral e o interior do país.

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