Cooperação abrange 118 Misericórdias da região e incide sobre património material e imaterial, com apoio técnico especializado.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, I.P. (CCDR Centro) e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) assinaram um protocolo de colaboração destinado à valorização, estudo, conservação e divulgação do património cultural das Misericórdias da região Centro.
O acordo estabelece uma estratégia conjunta entre a CCDR Centro e as 118 Misericórdias existentes na região, abrangendo património imóvel, móvel, museológico e património cultural imaterial. No âmbito deste protocolo, as equipas técnicas da CCDR Centro irão prestar apoio especializado nas áreas de inventário, diagnóstico, conservação, restauro, investigação e divulgação, assegurando que as intervenções respeitam a legislação em vigor e as orientações estratégicas nacionais e regionais.
Património imaterial com especial relevância
O protocolo atribui particular importância ao património cultural imaterial, considerado elemento central da identidade e da memória coletiva das comunidades ligadas às Misericórdias. A CCDR Centro compromete-se a apoiar metodologias de inventariação e salvaguarda e a colaborar na investigação e divulgação de expressões culturais como práticas devocionais, rituais, festividades, tradições assistenciais, saberes e memórias históricas associadas às Misericórdias.
Reforço da ligação entre cultura, comunidade e território
A vice-presidente da CCDR Centro, Alexandra Rodrigues, sublinha que o protocolo permitirá reforçar a valorização da identidade das Misericórdias e a ligação da cultura à comunidade. Segundo a responsável, a abordagem integrada ao património material e imaterial garante que não só os bens físicos, mas também as memórias, rituais e conhecimentos transmitidos de geração em geração, permanecem vivos e acessíveis, fortalecendo a relação entre cultura, comunidade e território.
Continuidade de uma relação histórica
Por seu lado, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, destaca que este protocolo dá continuidade a uma relação histórica de colaboração com o Estado, anteriormente desenvolvida através do Ministério da Cultura e das extintas Direções Regionais de Cultura. Com a recente integração das competências culturais nas CCDR, a parceria assegura a manutenção e o reforço do apoio técnico às Misericórdias, promovendo a valorização de um património considerado único.












