Ministro Miguel Pinto Luz garante consenso e fecho do processo de duplicação entre Mortágua e Coimbra, crucial para a região de Penacova

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, revelou ontem, no Posto de Turismo de Penacova, situado ao quilómetro 238 da Estrada Nacional 2 (EN2), que o Governo tomará em breve uma “decisão definitiva sobre o traçado” do Itinerário Principal 3 (IP3) entre Mortágua e Coimbra, visando o “fecho do processo na duplicação de vias” e dotando a região do “perfil de autoestrada” há muito reclamado.

A notícia, dada pelo ministro ao Diário de Coimbra durante a sua viagem pela EN2, assume particular relevância para o concelho de Penacova, uma vez que o troço em falta é reconhecidamente o mais complexo devido à tipologia do relevo local, que inviabiliza a duplicação na via existente. Historicamente, a orografia do vale do Mondego em Penacova, nomeadamente na zona da Livraria do Mondego (onde o IP3 já causou impactos ambientais e paisagísticos no traçado original de 1991), tem sido o principal obstáculo técnico e ambiental à duplicação integral.

Duas Alternativas para Contornar Penacova

O presidente da Câmara Municipal de Penacova, sem especificar a sua preferência após “tantas promessas adiadas”, confirmou que existem “duas alternativas em estudo para contornar a zona de Penacova”.

O troço em causa é o que liga o Nó da Lagoa Azul (Mortágua) a Coimbra, sendo o único que não foi integralmente duplicado no projeto de requalificação. Os trabalhos de duplicação já estão em curso no troço Santa Comba Dão/Viseu e avançarão entre Trouxemil e Espinheira, deixando a área de Penacova para a decisão de um novo traçado.

Proteção de Aquíferos em Destaque

Ricardo Pardal, presidente da Câmara de Mortágua, manifestou a sua defesa pela solução que “passa a norte do concelho de Mortágua”, justificando-a com a necessidade de evitar a contaminação de importantes recursos hídricos. Esta alternativa, segundo Pardal, “evita todos os aquíferos, seja a albufeira da Aguieira, sejam as captações de água das empresas que fazem captação de água para comercialização”.

A complexidade técnica e os custos mais elevados deste troço – que exige um “projeto mais apurado” – foram também sublinhados pelo autarca de Mortágua, que exige uma “garantia firmemente dada” aos utilizadores.

Próximos Passos e Rigor na Decisão

O Ministro Miguel Pinto Luz assegurou que a decisão governamental está tomada e que será “consensual a todos os partidos políticos”, faltando apenas a reunião em breve com a Infraestruturas de Portugal (IP) e os autarcas envolvidos para o anúncio oficial.

A concretização desta fase é vista como fundamental para melhorar as condições de segurança e circulação na via, cuja requalificação tem sido uma das grandes reivindicações da região. O roteiro “Ver para Fazer” do ministro, que inclui esta paragem estratégica em Penacova, visa precisamente recolher as necessidades dos autarcas, que, segundo o governante, cumprem o seu papel ao “reivindicar para os seus territórios justiça territorial, investimento necessário”.

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