Protocolo assinado prevê requalificação de património militar e cultural em Penacova, Mealhada e Mortágua.

Protocolo com valor histórico e cultural
Os Municípios da Mealhada, Mortágua e Penacova assinaram esta manhã, com o Exército Português, um protocolo de cooperação destinado a concretizar o projeto Rota Mondego Bussaco – Itinerários Napoleónicos. O acordo, formalizado no âmbito das cerimónias evocativas da Batalha do Bussaco, junto ao Obelisco, prevê a requalificação de locais ligados ao episódio histórico de 1810, bem como iniciativas de caráter científico, educativo e cultural.
Intervenções previstas nos três concelhos
O protocolo identifica diversos locais a intervencionar:
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Mealhada: Museu Militar do Bussaco, Capela de Nossa Senhora da Vitória, Obelisco e mural adjacente, Portas de Sula e Convento de Santa Cruz.
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Mortágua: Moinhos da Moura, de Sula e de Meligioso.
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Penacova: Posto de Comando de Wellington, Museu do Moinho e Santo António do Cântaro.
Estes espaços, pela sua relevância histórica, serão alvo de requalificação e valorização, reforçando a atratividade cultural e turística da região.
Património, ciência e turismo em rede
O general Paulo Maia Pereira, vice-chefe do Estado-Maior do Exército, sublinhou que o protocolo cria “um espaço de cooperação para valorização do património e da história”, salientando a importância de conjugar “património, história, cultura e turismo” para afirmar a identidade regional.
A iniciativa surge também em articulação com a recente reativação, pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), do processo de classificação do Campo Militar do Bussaco como património protegido, passo essencial para salvaguardar e enquadrar legalmente o território onde ocorreu a batalha.
Uma batalha decisiva para Portugal
As cerimónias militares recordaram os 215 anos da Batalha do Bussaco, ocorrida a 27 de setembro de 1810. Sob intenso nevoeiro, tropas francesas lideradas por Massena investiram contra a serra, sendo travadas pelas forças luso-britânicas comandadas por Arthur Wellesley, Duque de Wellington.
O coronel-comando Américo Henriques destacou que se tratou de “uma das maiores batalhas da história”, e possivelmente “a mais importante para a independência definitiva do país”.
A vitória no Bussaco assegurou a resistência contra a terceira invasão napoleónica, permitindo a defesa de Lisboa e consolidando a aliança luso-britânica num momento crucial da Guerra Peninsular.
Recriações históricas evocam memória coletiva
As comemorações de 2025 incluem recriações históricas que envolvem centenas de recriadores de Portugal, Espanha, França e Reino Unido, proporcionando ao público uma experiência imersiva.













