Protocolo assinado no sábado coincide com os 215 anos do confronto histórico que travou o avanço das tropas napoleónicas.

Um compromisso com a história

O Museu Militar do Bussaco será palco, no próximo sábado, 27 de setembro, da assinatura de um protocolo entre o Exército Português e os Municípios da Mealhada, Mortágua e Penacova. O acordo surge no mesmo dia em que se assinalam os 215 anos da Batalha do Bussaco, travada em 1810 contra as tropas francesas de Massena.

A iniciativa foi aprovada por unanimidade na última reunião da Câmara Municipal de Penacova e insere-se no projeto Rota Mondego Bussaco – Itinerários Napoleónicos, que visa reforçar a atratividade turística e preservar o património militar e cultural ligado ao confronto.

Património militar em destaque

Entre os espaços que poderão beneficiar de intervenção estão alguns dos locais mais simbólicos do Bussaco.

Na Mealhada, o protocolo contempla a revitalização do Museu Militar, da Capela de Nossa Senhora da Vitória, do Obelisco, das Portas de Sula e do Convento de Santa Cruz.

Em Mortágua, o acordo prevê a valorização dos Moinhos da Moura, Sula e Meligioso, enquanto em Penacova estão identificados o Posto de Comando de Wellington, o Museu do Moinho, o espaço de Santo António do Cântaro e a Casa do Guarda Florestal.

A Batalha como identidade e atrativo turístico

Mais do que um episódio militar, o Bussaco é hoje reconhecido como um símbolo da resistência luso-britânica às invasões francesas. O seu valor histórico tem sido aproveitado pelos três Municípios, que ao longo dos últimos anos têm apostado em rotas turísticas temáticas, museus, recriações históricas e exposições para manter viva a memória do acontecimento.

“Trata-se de um património que não é apenas nosso, mas de Portugal e da Europa. Valorizar o Bussaco é reforçar a identidade da região e criar novas oportunidades turísticas”, sublinha fonte autárquica.

Campo Militar do Bussaco em processo de classificação

O protocolo com o Exército surge também num momento em que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) retomou o processo de classificação do Campo Militar do Bussaco.

Se concretizada, esta medida permitirá proteger legalmente o território onde se travou a batalha e abrir caminho a novos investimentos na sua valorização científica, patrimonial e turística.

Impacto direto em Penacova

No caso de Penacova, a aposta ganha especial significado. O Posto de Comando de Wellington, instalado no concelho durante a batalha, é um dos pontos-chave para compreender a estratégia militar que travou o avanço francês. A par deste local, o Museu do Moinho e o espaço de Santo António do Cântaro têm potencial para se afirmarem como polos turísticos diferenciadores, capazes de atrair visitantes e reforçar a ligação do território à memória do Bussaco.

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