Balanço provisório até 25 de agosto revela 6.860 incêndios florestais e uma área ardida superior a 250 mil hectares

Foto de Olimpia Mairos

A Guarda Nacional Republicana (GNR) divulgou um balanço da sua atividade de prevenção e combate a incêndios florestais em Portugal, revelando números que sublinham a gravidade da situação e a intensificação das ações de fiscalização. Até ao passado dia 25 de agosto, foram registados 6.860 incêndios florestais e detidos 44 incendiários em flagrante delito. Além disso, a força policial emitiu 1.486 multas por incumprimento da gestão de combustível, uma das principais medidas preventivas para a época de incêndios.

Prevenção e repressão criminal: Um trabalho contínuo

Para além das detenções em flagrante delito, a GNR identificou 606 suspeitos da prática deste crime. Em resposta à agência Lusa, a GNR destacou que o trabalho de investigação é contínuo, visando apurar com rigor as causas de cada ocorrência. Este esforço reflete a abordagem integrada da força policial, que combina a ação preventiva com a repressão criminal.

Em termos de fiscalização, os dados enviados pela GNR à Lusa revelam a elaboração de 1.922 autos de contraordenação. A esmagadora maioria, 1.486, está relacionada com a falta de gestão de combustível, que inclui a limpeza de terrenos. Outros 324 autos foram emitidos por uso indevido do fogo e 30 por condicionamento de acessos.

Um território em chamas e a responsabilidade partilhada

O balanço da GNR surge num contexto particularmente desafiante para o país. Os incêndios rurais de grande dimensão têm afetado, sobretudo, as regiões Norte e Centro desde julho, resultando em quatro mortos, incluindo um bombeiro, e vários feridos. A dimensão dos estragos é alarmante, com a destruição total ou parcial de habitações, explorações agrícolas e uma vasta área florestal.

Dados oficiais provisórios, divulgados pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), indicam que, até à mesma data, arderam 251 mil hectares em Portugal. O incêndio que deflagrou em Arganil, no distrito de Coimbra, é o mais devastador, sendo responsável por mais de 57 mil hectares de área ardida.

A GNR tem intensificado as ações de patrulha e sensibilização, com 40.306 patrulhas e 5.027 ações realizadas até 25 de agosto, alcançando mais de 96 mil pessoas. A força de segurança reforça a ideia de uma “responsabilidade partilhada” na proteção da floresta e das populações, apelando à colaboração de todos. Para o efeito, está disponível a Linha SOS Ambiente e Território, no número 808 200 520, para denúncias e esclarecimentos.

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