Empreitada de 103 milhões de euros obriga ao corte das EM1527 e EM1528 a partir de 11 de agosto, com desvios sinalizados. Obra visa duplicar 27,5 km do IP3 e reforçar segurança e mobilidade na região.

Início de novos condicionamentos a 11 de agosto

A Infraestruturas de Portugal (IP) anunciou a implementação de novos condicionamentos de trânsito no âmbito da empreitada de duplicação do Itinerário Principal 3 (IP3), entre Santa Comba Dão e Viseu. A partir do dia 11 de agosto, e por um período estimado de quatro semanas, será necessário interditar o tráfego nas estradas municipais EM1527 e EM1528, nos pontos onde estas intersetam com o IP3.

O trânsito será desviado por percursos alternativos devidamente sinalizados, numa operação que visa garantir a segurança dos utentes e trabalhadores no terreno, enquanto se realizam obras fundamentais para a modernização deste eixo rodoviário estratégico.

Uma empreitada de 103 milhões de euros para 27,5 km

A intervenção insere-se num investimento global de cerca de 103 milhões de euros, destinado à duplicação da plataforma rodoviária do IP3 entre Santa Comba Dão e Viseu, numa extensão de 27,5 quilómetros, entre o km 90,200 (a norte do Nó de Vila Pouca) e o km 117,722 (junto à interseção com a A25/IP5).

O traçado atravessa os concelhos de Santa Comba Dão, Tondela e Viseu, servindo uma população significativa e sendo fundamental para a ligação entre o litoral e o interior centro do país.

Intervenções técnicas previstas

A obra prevê a duplicação do perfil rodoviário para 2×2 vias, a retificação e alargamento do traçado, a melhoria das acessibilidades locais, bem como reforço estrutural do pavimento e a modernização do sistema de sinalização e segurança rodoviária.

Estas ações procuram aumentar a capacidade de tráfego, reduzir os tempos de viagem e, sobretudo, melhorar os padrões de segurança rodoviária, num troço historicamente marcado por elevados índices de sinistralidade.

Continuidade de um projeto estruturante

A duplicação do IP3 entre Santa Comba Dão e Viseu dá continuidade ao projeto de Requalificação e Duplicação do IP3, promovido pela IP com o objetivo de transformar este itinerário num eixo moderno, seguro e eficiente, essencial para a coesão territorial da região Centro.

Recorde-se que já foi concluída, no âmbito do mesmo projeto, a requalificação do troço entre o Nó de Penacova (km 59) e a ponte sobre o rio Dão (km 75,160) — uma obra que melhorou significativamente as condições de circulação na ligação entre Penacova e Santa Comba Dão.

Contexto histórico e relevância regional

O IP3, inaugurado parcialmente no final da década de 1980, tornou-se um dos principais eixos rodoviários entre Coimbra e Viseu, assumindo particular importância após a criação da Universidade de Aveiro e da consolidação da rede de ensino superior e de serviços na região Centro. No entanto, a ausência de separadores centrais e o elevado tráfego tornaram este itinerário um dos mais perigosos do país, tendo sido frequentemente apelidado de “estrada da morte”.

A duplicação agora em curso pretende responder a décadas de reivindicações das populações e autarcas, contribuindo de forma decisiva para a modernização da infraestrutura viária e reforçando a conectividade intermunicipal e o desenvolvimento económico da região.

Informação ao público e recomendações

A Infraestruturas de Portugal apela à compreensão dos utilizadores pelos incómodos temporários causados pelos desvios e interdições, reafirmando o compromisso com a melhoria contínua das condições de segurança e mobilidade.

Todos os percursos alternativos estarão devidamente sinalizados, e a empresa recomenda especial atenção à sinalização provisória e às indicações das autoridades locais durante o período de obra.

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