CCDR Centro lança 8.ª edição da iniciativa com nova categoria para premiar redes colaborativas; candidaturas decorrem até 30 de setembro

Quase mil projetos distinguidos desde 2014
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro, I.P.) abriu, no passado dia 15 de julho, as candidaturas à 8.ª edição do Prémio de Boas Práticas de Envelhecimento Ativo e Saudável da Região Centro. A iniciativa, que se prolonga até 30 de setembro de 2025, visa reconhecer, divulgar e replicar projetos que promovam um envelhecimento mais participativo, saudável e digno na região.
Desde a criação do prémio, em 2014, foram já submetidas cerca de 1.000 iniciativas, envolvendo centenas de promotores e mais de mil entidades parceiras, segundo dados disponíveis no portal institucional Envelhecimento ao Centro. O prémio é promovido pela CCDR Centro em articulação com os consórcios Ageing@Coimbra — distinguido como referência europeia em envelhecimento ativo e saudável — e AgeINfuture, que promove a inovação na resposta ao envelhecimento populacional.
Nova categoria para premiar redes colaborativas
A edição de 2025 introduz uma novidade estrutural com a criação da categoria Rede+, concebida para valorizar projetos que fomentem parcerias interinstitucionais, transferência de conhecimento e sinergias duradouras entre entidades. Esta categoria visa estimular a formação de ecossistemas colaborativos que maximizem os impactos sociais e territoriais das boas práticas, nomeadamente através da cocriação de soluções sustentáveis para o envelhecimento.
Este enfoque vai ao encontro das orientações estratégicas da Comissão Europeia e da Organização Mundial da Saúde (OMS), que têm vindo a promover o conceito de “age-friendly environments” — comunidades adaptadas às necessidades da população idosa, assentes na participação ativa, acessibilidade e integração social.
Região Centro envelhece, mas inova
De acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE), a Região Centro é uma das mais envelhecidas do país, com um índice de envelhecimento superior a 200 (mais do dobro de idosos por cada 100 jovens). Esta realidade demográfica desafia os territórios a repensarem os seus modelos de organização social, económica e territorial, tornando fundamental o papel de boas práticas replicáveis que transformem desafios em oportunidades.
Os projetos premiados em edições anteriores abrangeram áreas como envelhecimento ativo e ocupacional, educação ao longo da vida, saúde comunitária, literacia digital, mobilidade, voluntariado sénior e intergeracionalidade. O acervo está disponível para consulta pública, promovendo a partilha de conhecimento e a capacitação das entidades promotoras.
Candidaturas abertas a autarquias, IPSS, universidades e sociedade civil
Podem candidatar-se entidades públicas ou privadas com ou sem fins lucrativos, desde que promovam iniciativas implementadas na Região Centro e que cumpram os critérios de inovação, sustentabilidade, impacto, participação ativa e transferibilidade. A avaliação será feita por um júri multidisciplinar, que atribuirá os prémios por categorias, com especial destaque para a categoria Rede+.
O formulário de candidatura e o regulamento estão disponíveis no site da CCDR Centro e no portal Envelhecimento ao Centro.
Participar é investir num território mais inclusivo
Segundo a presidente da CCDR Centro, Isabel Damasceno, “esta iniciativa visa reconhecer o mérito local e estimular o investimento inteligente no envelhecimento, através da valorização de soluções que promovem o bem-estar das populações idosas e o reforço da coesão territorial”.
A organização reforça que a participação ativa de atores locais — autarquias, universidades, IPSS, centros de saúde, associações, empresas e cidadãos — é essencial para consolidar um modelo de desenvolvimento regional mais resiliente, amigo do idoso e inovador.
Candidaturas até 30 de setembro: mais do que um prémio, uma missão coletiva
O Prémio de Boas Práticas de Envelhecimento Ativo e Saudável da Região Centro constitui, cada vez mais, uma plataforma de visibilidade, estímulo e disseminação de projetos que fazem a diferença no quotidiano dos mais velhos. Mais do que distinguir, pretende construir redes, valorizar o território e projetar o futuro com base na experiência de quem envelhece.
As candidaturas decorrem até 30 de setembro de 2025, sendo uma oportunidade para todas as entidades que apostam num envelhecimento digno, participativo e com qualidade de vida.












