Penacova registou hoje máximas de 37°C num dia marcado por instabilidade atmosférica severa.

Fenómenos de instabilidade confirmados pelo IPMA

A meteorologista Alexandra Fonseca, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), confirmou esta segunda-feira a ocorrência de fenómenos de instabilidade atmosférica em Portugal continental, detetados através de radar meteorológico e imagens de satélite. A onda de calor diurno provocou a formação de nuvens altas, originando aguaceiros intensos, trovoadas, ventos fortes e granizo de grandes dimensões no interior do país.

Penacova atinge temperaturas próximas dos 37°C

Em Penacova, segundo o IPMA, a temperatura máxima hoje registada foi de 36,8°C às 15h42 na estação de São Pedro de Alva, mantendo o concelho sob aviso amarelo por tempo quente. O índice ultravioleta atingiu o valor muito elevado de 9, recomendando-se especial proteção contra a radiação solar direta (IPMA, Boletim Meteorológico, 28 de junho de 2025).

Granizo e trovoadas severas em todo o interior

De acordo com o IPMA, as trovoadas associadas à instabilidade atmosférica foram acompanhadas por queda de granizo, com pedras de dimensão elevada, sobretudo nos distritos de Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu e Coimbra, incluindo o interior do concelho de Penacova, onde foram relatados pequenos aguaceiros dispersos com trovoada por volta das 17h00.

Tendência de abrandamento noturno

Alexandra Fonseca referiu que, no final da tarde, havia registo de instabilidade generalizada em todo o interior do país, mas com tendência a abrandar devido ao arrefecimento noturno, processo que reduz a energia convectiva disponível para o desenvolvimento de nuvens de grande crescimento vertical.

Incêndios florestais ativos mas controlados

Pelas 20h00, estavam ativos três incêndios em território nacional, um deles já dominado. O fogo de maiores dimensões deflagrou numa zona de floresta do concelho de Castelo Branco, envolvendo 198 operacionais, apoiados por 48 meios terrestres e 9 meios aéreos, segundo o oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), José Costa, em declarações à Lusa, acrescentando que o combate às chamas decorreu “de forma favorável”, não havendo habitações em risco imediato.

Contexto climático e histórico

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a temperatura média máxima em Penacova para junho (média climatológica 1991-2020) é de 26,3°C, pelo que os valores registados hoje superaram essa média em mais de 10°C, confirmando a intensidade desta vaga de calor no concelho.

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