Concurso público lançado para apoiar intervenções em parques e reservas naturais promove a recuperação ecológica, a adaptação climática e a valorização do território com base científica e ambiental

A Autoridade de Gestão do Programa Regional do Centro (Centro 2030) lançou um concurso público com uma dotação de 3 milhões de euros destinado a apoiar ações de proteção e conservação da natureza e da biodiversidade em áreas protegidas da região Centro. A medida dirige-se a municípios e entidades que integram as Comissões de Cogestão dessas áreas e pretende financiar projetos com impacto direto na resiliência ecológica, na mitigação das alterações climáticas e na valorização do território.
O aviso contempla intervenções em parques naturais como os do Douro Internacional, Serra da Malcata, Serra da Estrela, Serra de Aire e Candeeiros e Tejo Internacional, bem como em reservas naturais como as Dunas de S. Jacinto, Paul de Arzila, Berlengas e Paul do Boquilobo. São ainda abrangidos a Paisagem Protegida da Serra do Açor e o Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios de Ourém/Torres Novas — locais de elevado valor ambiental, ecológico e paleontológico.
“Este concurso responde à necessidade urgente de preservar as áreas classificadas da região Centro. É também um incentivo à cogestão e à valorização ambiental sem comprometer a biodiversidade”, sublinha Isabel Damasceno, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro).
Seis eixos de ação para proteger o património natural
Os projetos a apoiar deverão incidir sobre seis áreas prioritárias:
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Recuperação de espécies e habitats ameaçados;
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Reabilitação de ecossistemas degradados;
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Valorização de geossítios e monumentos naturais;
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Controlo e erradicação de espécies invasoras;
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Adaptação às alterações climáticas em zonas biodiversas;
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Reforço da rede de infraestruturas verdes e de parques naturais.
Segundo especialistas, estas medidas estão em consonância com a Estratégia Nacional de Conservação da Natureza e da Biodiversidade 2030, os objetivos do Green Deal europeu e os compromissos do IPBES (Painel Intergovernamental sobre Biodiversidade), sendo essenciais para preservar serviços ecológicos fundamentais, como a purificação da água, o controlo da erosão, a polinização e o sequestro de carbono.
Conservação com base científica e responsabilidade partilhada
A criação de condições para gestão partilhada e territorialmente adaptada das áreas protegidas é uma das prioridades do Centro 2030, que vê na descentralização ambiental uma via para uma conservação mais eficaz e participativa. A valorização de espaços como o Paul de Arzila, que alberga centenas de espécies de aves aquáticas, ou da Serra da Estrela, classificada como Geoparque Mundial da UNESCO, contribui também para o desenvolvimento sustentável do interior do país e para a promoção do turismo de natureza.
O apoio à prevenção de riscos ecológicos, como a propagação de espécies exóticas invasoras ou a degradação de habitats sensíveis, torna-se ainda mais relevante num contexto de crise climática, onde as áreas protegidas desempenham um papel-chave como refúgios de biodiversidade e reservas de resiliência ecológica.
Candidaturas abertas até final de setembro
Este concurso representa um investimento estratégico e científico na preservação do património natural da região Centro, reconhecendo a natureza como um ativo ambiental, económico e cultural. Ao reforçar a cogestão das áreas protegidas e apoiar ações concretas de restauro e adaptação, o Centro 2030 contribui para um modelo de desenvolvimento que alia sustentabilidade ecológica, justiça territorial e ação climática local.
As entidades interessadas poderão submeter as suas propostas até ao dia 30 de setembro de 2025. Toda a documentação do concurso encontra-se disponível online, no site oficial do programa: 🔗 https://centro2030.pt/avisos/












