DGS e IPMA recomendam medidas de proteção face ao tempo quente extremo e ao aumento do risco de incêndio rural

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiram esta terça-feira recomendações urgentes para mitigar os efeitos de uma onda de calor prevista para os próximos dias. As temperaturas deverão ultrapassar os 35 °C em várias regiões do país, nomeadamente no Sul e no Vale do Tejo, sendo acompanhadas por condições de tempo seco e radiação ultravioleta muito elevada.
De acordo com as previsões do IPMA, os distritos de Setúbal, Évora e Beja estarão sob aviso amarelo entre as 9h00 de quarta-feira e as 18h00 de quinta-feira, devido ao tempo quente. Lisboa encontra-se igualmente sob aviso amarelo, mas apenas durante o dia 29 de maio, entre as 9h00 e as 18h00.
O fenómeno meteorológico está associado à entrada de uma massa de ar quente proveniente do Norte de África, um padrão atmosférico típico da aproximação ao solstício de verão, com dias mais longos e ausência de nebulosidade, contribuindo para um índice de radiação ultravioleta (UV) muito elevado.
Recomendações da DGS
Em resposta a esta situação, a DGS recomenda à população:
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Ingestão regular de água, mesmo na ausência de sede, evitando bebidas alcoólicas.
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Evitar a exposição solar direta entre as 11h00 e as 17h00.
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Atenção redobrada a grupos vulneráveis, como crianças, idosos, doentes crónicos e pessoas com mobilidade reduzida.
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Utilização de roupa larga e leve, chapéus de abas largas, óculos de sol com proteção UV e protetor solar com fator igual ou superior a 30, renovado a cada duas horas.
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Refeições leves e frequentes, privilegiando alimentos frios.
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Trabalho ao ar livre apenas com acompanhamento, devido ao risco de exaustão, confusão mental ou perda de consciência em situações de calor extremo.
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Fecho de persianas ou portadas durante o dia e ventilação natural ao entardecer.
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Permanência em locais frescos durante pelo menos duas a três horas por dia.
Aumento do risco de incêndio rural
O IPMA alerta ainda para o agravamento do risco de incêndio rural, em particular no interior sul do país. Com a vegetação seca, a subida das temperaturas e a baixa humidade relativa do ar, muitos concelhos poderão atingir o nível máximo de perigo de incêndio nos próximos dias.
As autoridades apelam à população para que evite comportamentos de risco, como o uso de fogo ou maquinaria agrícola em áreas florestais, e estejam atentos às indicações da Proteção Civil.
A atuação coordenada entre entidades como a DGS, o IPMA e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil é crucial para prevenir situações de emergência médica e acidentes ambientais, num cenário de calor extremo que se poderá intensificar ao longo da semana.










