Obra-prima medieval está em exposição temporária no Mosteiro até 18 de maio.

O Livro do Apocalipse, precioso manuscrito iluminado do século XII, está de regresso ao Mosteiro de Lorvão, 172 anos após a sua saída. A obra pode ser apreciada numa exposição temporária patente até 18 de maio no Centro Interpretativo do Mosteiro de Lorvão, em Penacova.
Cerimónia oficial com presença da DGLAB

A inauguração contou com a presença de Luís Filipe Santos, diretor-geral da Direção Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), que elogiou a iniciativa e destacou a relevância de parcerias culturais. “É um evento de grande simbolismo e estou certo de que será apenas o início de futuras colaborações”, afirmou.
Aposta na valorização do património local

O presidente da Câmara Municipal de Penacova, Álvaro Coimbra, enalteceu o significado da mostra: “Trata-se de um acontecimento único que se enquadra na nossa estratégia de valorizar o património histórico de Lorvão”. A curadoria da exposição está a cargo de Fábio Nogueira, que acompanhou os convidados numa visita guiada pelo percurso expositivo.
Obra ímpar da arte medieval ibérica

Também conhecido como Beato de Lorvão, o Livro do Apocalipse foi produzido no scriptorium do próprio Mosteiro no século XII e insere-se na tradição dos comentários apocalípticos de São João. Com as suas vívidas ilustrações e o simbolismo religioso, o manuscrito é uma referência maior da arte e espiritualidade do período medieval ibérico.
Redescobrir Lorvão e a sua história
Esta exposição representa mais do que um regresso físico da obra: é um reencontro com a herança cultural e espiritual de Lorvão. O Mosteiro, um dos mais antigos de Portugal, assume assim um novo protagonismo no panorama cultural nacional.
O bilhete de entrada para a exposição terá o valor único de 8 euros, permitindo também o acesso ao Centro Interpretativo do Mosteiro de Lorvão e ao Centro Interpretativo do Palito. Os residentes no concelho de Penacova beneficiarão de condições especiais.











