Diretiva Operacional Nacional vai ser aprovada hoje em reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil, presidida pelo secretário de Estado Paulo Simões Ribeiro

O combate aos incêndios em Portugal vai mudar em 2025: haverá menos operacionais no terreno nos meses mais críticos, mas mais meios aéreos prontos para intervir. A nova estratégia, que está prestes a ser aprovada, foi definida na Diretiva Operacional Nacional (DON) e foca-se em usar melhor os recursos disponíveis.
Entre julho e setembro, período de maior risco, o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) contará com 11.161 operacionais — menos quase 3 mil do que no ano passado. Esta redução deve-se, principalmente, a cortes nas equipas da GNR, da Força Especial de Proteção Civil e à saída dos postos de vigia da GNR e de sistemas de vigilância.
Apesar de haver menos pessoas no terreno, o número de meios aéreos sobe para 76 — mais quatro do que em 2024. E, se for preciso, está prevista a mobilização extra de quase 4 mil operacionais, 279 equipas e 999 viaturas num prazo de 24 horas.
A maioria dos combatentes continua a ser formada por bombeiros (8.148), apoiados por equipas do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (2.248), da GNR (449) e da Força Especial de Proteção Civil (74).
O reforço do dispositivo começa já a 15 de maio, aumenta a 1 de junho e estará a todo o gás a partir de 1 de julho.
O objetivo continua a ser o mesmo: garantir uma resposta rápida, articulada e eficaz aos incêndios que ameaçam todos os anos as florestas e comunidades de norte a sul do país.












