O Movimento lamenta que passados dois anos da inauguração das obras do traçado entre Penacova e a Lagoa Azul, o restante traçado, entre o Lagoa azul e Viseu se mantenha sem alterações.

Foto DR

Motivada pelo mais recente acidente que ocorreu na passada sexta-feira em Óvoa, Santa Comba Dão, distrito de Viseu, que vitimou dois estudantes que regressavam de Coimbra, ao fim da tarde, quando a viatura em que seguiam sofreu uma violenta colisão contra um veículo pesado no IP3, na zona industrial das Lameiras, a Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3, vem, mais uma vez, criticar “a inércia dos sucessivos Governos em concluir as obras daquele Itinerário Principal, que consideram sinistra”.

Recorde-se que a primeira empreitada do projeto de requalificação do Itinerário Principal 3 (IP3), entre Viseu e Coimbra, foi lançada por António Costa em 2018, com a promessa, por parte do Governo, de que a intervenção estaria concluída num prazo de quatro anos, o que para a Associação “contraria o que lhe foi prometido pelo Governo e pela Estradas de Portugal (EP), que garantiram que as obras estavam já entregues a uma empresa, que começaria os trabalhos em junho de 2024”.

“Desde a tomada de posse deste Governo nunca mais se falou nas obras do IP3, desvalorizando assim as propostas feitas para melhorar a segurança nos pontos negros desta via, entre as quais se destacava a colocação de um separador central e a resolução do atravessamento e acumulação de água em vários locais do corredor Lagoa Azul – Viseu”, adianta a Associação.

Para a Associação “é urgente e necessário que as obras de requalificação recomecem e sejam concluídas rapidamente, pois só dessa forma é possível garantir a segurança dos utentes daquela via, e que se alargue o perfil de autoestrada e sem portagens, anunciando-se publicamente e sem demora, o calendário rigoroso da obra e data da sua conclusão”.

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Por fim, a Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3 e endereçou as suas “sentidas condolências e solidariedade às famílias dos sinistrados”, lamentando que “passados dois anos da inauguração das obras do traçado entre Penacova e a Lagoa Azul, o restante traçado, entre o Lagoa azul e Viseu se mantenha sem alterações e que ao silêncio da EP e do Governo se acrescentasse o silêncio dos presidentes de Câmara de Penacova, Mortágua, Santa Comba Dão e Tondela”.

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