O Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), em Coimbra, propõe, entre os dias 07 e 10, um ciclo artístico de voz e o som, incluindo uma instalação e passeio sonoros, espetáculos de música e dança, e um debate.

Intitulado Voz e Auralidade nas Artes Performativas, o ciclo abre no dia 07 com uma instalação sonora de Tiago Schwäbl e Nuno Miguel Neves, e a oficina Berro em Cena, de João Barros Silva, que desencaminha “por cantos que não chegam a canto”, revelou hoje o TAGV.

Entre os dias 08 e 10, Tiago Schwäbl apresenta um passeio sonoro: “circular pelas ruas de auriculares postos, seja por dissociação com o meio envolvente, seja pelo prazer de se ausentar caminhando, já não causa espanto. O formato ‘sound walk’ segue o mesmo princípio, tentando articular esses dois espaços, aguçar a sua perceção através do seguinte paradoxo: ouvir melhor de ouvidos tapados”, explicou o promotor.

Ainda no dia 08, o ciclo Voz e Auralidade (condição relacionada com aquilo que é captado e percebido pelo ouvido) propõe o espetáculo de dança Trolaró, de Ana Rita Teodoro e João Santos Martins, no qual os sons “traçam o limbo do controlo e descontrolo”.

No dia 09, decorrerá um debate sobre o tema do ciclo, com as participações de Paula Caspão, Sara Belo, Alexandre Pieroni Calado, Tiago Schwäbl e Fernando Matos Oliveira, bem como a performance Tutuguri, de Flora Détraz, onde se ensaiam ventiloquismos – a arte de projetar a voz sem que os lábios se movam – e o corpo “é povoado por sussurros, rangeres de animais, ruídos de crianças, barulhos de ‘aliens’, conversas e espasmos”.

O ciclo termina no dia 10, com um “pseudo-concerto” de Alexandre Pieroni Calado e João Ferro Martins, definido pelo TAGV como “um cabaret ao despique”.

Artigo anteriorCâmara de Penacova instala guardas metálicas para melhorar segurança rodoviária
Próximo artigoQuantidade de água subiu em 11 bacias hidrográficas, com a do Mondego nos 73% da sua capacidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui