Oh nosso IP3 desventrado
Porque não falas comigo
Estou eu aqui sossegado
Enquanto tu crias perigo
…Ao tráfego em circulação
Quando tu nasceste
Eu até fui teu amigo
E agora que envelheceste
Já não vou andar contigo
…Por receios na condução
Cheguei a pensar que serias
Um instrumento importante
Que passavas as mordomias
Para ires bem mais adiante
…Em créditos de ambição
Mas ensombras a região
Pões autarcas contra ti
E os buracos esses então
Não nos fazem vir p’aqui
…Em segurança e na “mão”
Deram-te forma de Principal
Quando foste projectado
Mas agora és complementar
No “deserto” excomungado
…Das ideias sem razão
Já foste partido ao meio
Em etapas feitas de cacos
Num dia destes bem feio
Só os acidentes são factos
…Mortais sem comiseração
E assim vai o folhetim
Das discussões elevadas
Auto-Estrada é remédio
Podemos estar descansados
…Só depois da Foz do Dão
Por lá chegará o troço CIM
Que trará paisagem feia
Eles detestam a natureza
E invejam a nossa beleza
…A pontos de “borrar” a nossa identificação
Esta Comédia sem fim
Não servirá Penacova
Os Governos vão e vêm
E já ninguém se revolta
…Entregamos oiro ao bandido?
…Ficamos contidos e sem ação?
Luís Pais Amante
Casa Azul
A olhar -irritado- para o IP3 e escutando as discussões à sua volta, que nunca mais o põem a cumprir a sua função de ajuda ao desenvolvimento do nosso Interior Beirão e se transformou numa Comédia dramática, incompreensivelmente.






Infelizmente este continua a ser um dos vários troços que foram mal projetados e quem deveria corrigir para poupar muitas vítimas, anda sempre preocupado com outros interesses. Infelizmente é o que temos
Leio muitas vezes (até aqui) sobre acidentes, interrupções, etc.
Mas a verdade é que Penacova não merece ser conhecida por esses problemas que espero se resolvam.
Quando não se cuidam dos buracos, caem-se neles. Parabéns Luís por destacar através dos seus poemas necessidades urgentes que precisam de atenção.