Luís Pais Amante

Chegou o mês de Novembro
Outono adentro
Com cara de vento
E corpo cinzento
As árvores começam a despir-se
Os troncos rugosos a contrair-se
As folhas amareladas vão cair-se
E as lareiras afortunada vão rir-se
Do calor que por aí vem
No período frio que sustém
A nossa respiração
Tudo isto para não falar
Das tempestades a passar
Das águas a transbordar
Dos relâmpagos a assustar
Com os clarões a chorar
…
Mas a beleza do Outono é superior
Chama com carinho o Pintor
E pede-lhe que o mostre com amor
Em pastel alaranjado
E carinho sedutor
…
Eu fico parado no tempo
Dando ondulação ao pensamento
Suave desta Estação
As cores, em tons, são esbeltas
Marrons avermelhados
Vermelhos tomate e tijolo
Amarelos mostarda
O verde desaparece das árvores
Dos arbustos, até das flores
Passa para a oliva e pro musgo
O fim da tarde fica sem vivalma
Momento bom de recolhimento
Interior
Para “trabalhar” com calma
A saudade que não nos acalma
Dos nossos que já partiram
… Entrando no “mês da alma”!
Luís Pais Amante
Casa Azul
Observando um post da Minha Amiga Fátima Sacadura Cabral, a quem dedico este poema.





Novembro é um mês inspirador.
O nosso Amigo Poeta trata as rimas por tu e leva-nos a suspirar no tema que escolheu.
Parabéns
Lindíssimo poema cuja leitura nesta época tão conturbada, nos conduz a um momento de recolhimento interior. Parabéns e muito obrigado pelo lindo cenário poético.
Lindíssimo poema, realmente o Dr, trata as palavras por tu.