Até domingo, a gastronomia regional, as tasquinhas, os produtos agrícolas e música popular estão debaixo do mesmo teto, numa “feira virada muito para os produtos da terra e para a cultura tradicional”.

A feira “Sabores da Terra” foi ontem inaugurada, no pavilhão Aniceto Simões, em Penacova. Até domingo, a gastronomia regional, as tasquinhas, os produtos agrícolas e música popular estão debaixo do mesmo teto, numa “feira virada muito para os produtos da terra e para a cultura tradicional”, explicou Álvaro Coimbra.

José Armando Torres – Diário As Beiras

Segundo o presidente da Câmara de Penacova, o certame decorre este ano “num formato mais abrangente: em anos anteriores deu-se muito destaque ao mel e à castanha, mas quisemos juntar os produtos locais, ou seja, o excesso de produção dos produtores, para terem aqui uma forma de escoarem esses produtos”.

A isto junta-se a componente dos espetáculos, com atuações de “ranchos folclóricos e grupos essencialmente locais, e temos o Tiago Silva para sábado à noite [hoje]”, acrescentou.

O autarca lembra que na feira há também a restauração, “com alguns pratos que têm a ver com esta época do ano e que nos confortam o estômago nestes meses mais frios, como o arroz de míscaros, o serrabulho, o cabrito e a chanfana”.

Mercadinhos locais vão avançar

No interior do Pavilhão Aniceto Simões estão 21 expositores, “a maior parte de produtos locais”, sublinha Álvaro Coimbra. Desde os cogumelos à cerveja artesanal, “a lógica é que esses pequenos produtos possam vir escoar os seus produtos”, reitera. Segundo o autarca a feira “Sabores da Terra” é também “o início de um novo projeto, que queremos começar no próximo ano, que são os Mercadinhos Locais”. De acordo com o presidente da autarquia, “vão ter um formato itinerante, andando de aldeia em aldeia, por todas as freguesias, nesta lógica de estimular o comércio e produto locais”.

 Quanto a expectativas para a feira “Sabores da Terra”, Álvaro Coimbra diz que “são sempre boas”. “Depois de dois anos de pandemia, as pessoas gostam muito de conviver e de estar perto dos seus vizinhos e amigos”, refere. “Nada melhor que um certame com este formato para nos voltarmos a reunir, como tem acontecido com muito êxito neste ano de 2022”, acrescenta, recordando a realização da 1.ª feira de doçaria conventual e o festival de street food.

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