A análise dos processos da polícia política de figuras «exemplares» no panorama cultural português torna este livro absolutamente necessário a todos os interessados pela história do período do Estado Novo.
O título, escolhido propositadamente, procura mostrar que é impossível ter havido – como defendido por Salazar – uma adaptação do Estado aos «brandos costumes» do povo português.
Uma obra dedicada «a todos os intelectuais e a todos os cidadãos que foram vítimas da PIDE, tendo sido presos, demitidos das suas funções públicas, prejudicados nas suas carreiras profissionais ou simplesmente vigiados».
Um livro escrito a várias mãos, Brandos Costumes… traz ao leitor as histórias de figuras emblemáticas como Tomás da Fonseca, Aquilino Ribeiro, Ferreira de Castro, Miguel Torga, Natália Correia, Luís Sttau Monteiro e tantos outros artistas que, fazendo «oposição», defendiam a liberdade da escrita. Usando variadíssimas fontes, mas privilegiando os processos da polícia política, os vários autores deste livro dão ao leitor a perceção das possíveis consequências para quem ousava criticar o regime de Salazar e Marcello Caetano.
A obra teve apresentação pública no passado dia 14, de outubro, num evento organizado pelo Centro de Estudos Interdisciplinares, em parceria com a editora Temas e Debates/Círculo de Leitores, e cuja apresentação esteve a cargo do Professor Fernando Rosas.
O evento que, tal como perspetivado, se traduziu num momento intenso e luminoso em torno do percurso de vida intelectual do Professor Luís Reis Torgal, fundador do CEIS20, contou com a a participação da Vice-Reitora Doutora Cristina Albuquerque, da Doutora Guilhermina Gomes (Dir. Editorial Temas e Debates), do Doutor Albano Figueiredo (Dir. FLUC), do Doutor José Oliveira Martins (Coord. Científico CEIS20).
Credito das Fotos: Cláudia Morais












