
A Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIMRC) está em 4.º lugar na lista das 21 CIM nacionais que mais dinheiro vão receber em 2023, de acordo com a proposta de Orçamento do Estado para 2023 (OE2023) entregue esta segunda-feira na Assembleia da República.
António Rosado – Diário as Beiras
Será um total de 570.378 euros, abaixo das CIM de Tâmega e Sousa (650.395), das Beiras e Serra da Estrela (623.945) e do Douro (601.358), todas a norte da CIM-RC.
As CIM com menores verbas são das do Alentejo Litoral (234.338), da Beira Baixa (272.299), do Algarve (278.200) e do Oeste (279.938).
Áreas metropolitanas são as mais favorecidas
Estes valores ficam, contudo, muito abaixo do que vão receber as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto: tal como aconteceu este ano, as duas áreas metropolitanas continuam a ser as que recebem maiores transferências do Estado Central: 1.445.620 euros para Área Metropolitana do Porto (AMP) e 927.085 euros para a Área Metropolitana de Lisboa (AML).
Mas o dinheiro disponível não se fica por aqui: para a AML, a proposta do Governo prevê ainda a transferência de 31.225.005 euros para financiamento das competências de autoridade de transportes, a mesma verba que tinha sido aprovada para este ano e para 2021.
11 milhões de euros no total
No total, as duas áreas metropolitanas e as 21 comunidades intermunicipais (CIM) vão receber cerca de 11 milhões de euros. A verba inscrita – 11.039.953 euros – é ligeiramente inferior à aprovada para 2022 (11.074.483 euros). No ano passado, em 2021, a verba aprovada tinha sido de cerca de 7,2 milhões de euros.
A CIM-RC é presidida por Emílio Torrão, autarca de Montemor-o-Velho e integra Arganil, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Mortágua, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure, Tábua e Vila Nova de Poiares. São 17 concelhos do distrito de Coimbra, a que se junta Mealhada (distrito de Aveiro) e Mortágua (distrito de Viseu). Foi constituída pela Lei nº 75/2013, assinalando 10 anos de existência a 12 de setembro de 2023.











