Fogo destruiu três quartos que, segundo os bombeiros, tinham sinais de ocupação. Município lembra que edifício está penhorado e em venda judicial

Um incêndio na madrugada de ontem destruiu parte de uma ala de quartos no antigo hotel de Penacova. As chamas eclodiram cerca da meia noite e queimaram o pouco que restava nos três quartos que foram atingidos pelo fogo.

Margarida Alvarinhas – Diário de Coimbra

No local, os Bombeiros Voluntários de Penacova conseguiram identificar o quarto onde as chamas tiveram início, tendo em conta, explicou o comandante da corporação, «a temperatura que se gerou dentro dele», com as chamas a avançarem, posteriormente, para mais duas divisões.

A origem do incêndio não foi apurada, contudo, anotou Vasco Viseu, é visível que o antigo hotel tem sido indevidamente ocupado e funcionado como local de pernoita. «Há colchões, cobertores e comida», relatou, contando ainda que já depois do combate às chamas, os operacionais no terreno constaram a validade das embalagens da comida rápida, concluindo que teria sido consumida há relativamente pouco tempo.

Recorde-se que o Hotel de Penacova está encerrado desde dezembro de 2010 e, desde então, tem sido vandalizado e destruído sistematicamente. A situação da madrugada de ontem já tinha acontecido em junho de 2018, com um incêndio que na altura destruiu na totalidade uma sala onde, inclusivamente, o telhado desabou. Ontem, as chamas destruíram três quartos do imóvel localizado junto ao mirante e ao antigo hospital da Misericórdia, tendo sido combatidas por um total de 26 operacionais dos Bombeiros de Penacova, apoiados por nove viaturas. A GNR tomou conta da ocorrência.

O edifício, onde outrora funcionou o chamado Preventório, pertence a uma sociedade anónima que, explicou o presidente da Câmara de Penacova, é «participada em minoria» pelo município. «O imóvel está penhorado, no âmbito de um processo judicial e, por isso, está em venda judicial», esclareceu Álvaro Coimbra, garantindo que a Câmara Municipal «tem-se empenhado na resolução do problema, procurando compradores para o imóvel».

O principal credor é a Caixa Geral de Depósitos e por isso, frisou o autarca, «esta entidade tem um papel decisivo na decisão da venda».

 

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