Helena Marques
O nosso olhar repousa muito, com mais ou menos atenção, sobre o que a Natureza nos oferece quer na terra, no mar ou na atmosfera.
Não haja dúvida que é bem abundante e diversificada a oferta!
A verdade é que nem só essa natureza tem algo para nos oferecer, contemplar, encantar ou desiludir… Temos a natureza humana, que tem muito que se lhe diga, de bom e de mau. Cada vez ficamos mais confundidos ou encantados ou desiludidos e até horrorizados com essa natureza .
Atualmente, vem ao caso o comportamento que se vai notando, em demasia, do falar por falar, de falar nas costas de uns e de outros – atacando até a própria família – falar sem base de verdade, colocando em mal o bom nome de pessoas e/ou instituições e pondo em causa o seu empenho e a seriedade de bem servir de quem trabalha para a Comunidade, seja em que campo for.
O nosso Povo é rico em “dizeres”, provérbios, adágios que, a propósito, vêm dar sentido ao que se quer salientar numa reflexão ou numa simples conversa.
A propósito do assunto aqui exposto, lembro uma frase que minha sogra muito usava quando dava conta dessas maledicências. E a frase era: “Quem dos seus fala, sua boca suja”. Nem mais! E, esses “seus” não são somente os familiares. São os conterrâneos, os colegas, os profissionais, os parceiros, os autarcas, as instituições, os oficiais de qualquer serviço…
Não andaremos a abusar, consciente ou inconscientemente, falando a propósito ou despropósito de tudo e de todos? É que mesmo a crítica construtiva, que é válida, não tem que soar tão longe que vá ” pintar feio ” o nome de pessoas, instituições ou autarquias que poderão afastar e pôr em causa os valores dessas pessoas, lugares ou instituições. Os danos são muitas vezes irreparáveis.
Ainda o Povo e suas sentenças sábias nos diz: “Palavra fora da boca é pedra fora da mão”! Nunca se sabe onde vai cair e os estragos que vai provocar.





