Uma “contra-inauguração” feita por um “contra primeiro-ministro”, que fará um “contra-discurso”, é a iniciativa anunciada para depois de amanhã, sábado, em Espinheira (Penacova), pela Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3.

Até agora, o investimento é de apenas 10% dos 134 milhões de euros anunciados

É uma forma de protesto pelo facto de o primeiro-ministro, António Costa, ter prometido em 2 de julho de 2018 – quando lançou a primeira empreitada do projeto de requalificação do Itinerário Principal 3 (IP3), entre Viseu e Coimbra – que a intervenção estaria concluída num prazo de quatro anos, período que agora termina.

Eduardo Ferreira, membro da Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3, constata que a requalificação do IP3 ainda está longe da conclusão, motivo pelo qual será cortada a fita de “uma intervenção que não está terminada, acompanhado por músicos”.

O responsável sublinha que a banda irá “abrilhantar o momento com uma dimensão na medida das obras feitas, ou seja, “serão alguns músicos, mas não uma filarmónica”.

Após a cerimónia, haverá uma caravana automóvel que irá da Espinheira até Souselas, com um buzinão, regressando depois ao ponto inicial do protesto.

“O processo está emperrado e a andar muito devagar”, criticou Eduardo Ferreira, recordando que a intervenção naquela estrada está longe de estar concluída.

O membro do movimento sublinhou que a luta irá continuar “até se requalificar por completo o IP3”, investimento “importante para o desenvolvimento da região”.

Eduardo Ferreira afirmou que, das empreitadas que são necessárias para a intervenção, apenas uma foi executada (cerca de 11,8 milhões de euros de um total de 134 milhões de euros de investimento).

Associada ao protesto, estará a Federação Nacional dos Professores (FENPROF), com o movimento a recordar que, aquando do lançamento da empreitada de requalificação do IP3, António Costa referiu que o Governo tinha que optar entre aquela obra ou a recomposição da carreira docente.

“Isto começou como um desafio em jeito de brincadeira, em que acusei o Mário Nogueira [secretário-geral da Fenprof] de que a culpa do IP3 era dos professores, que decidiram pagar a obra adiantada e por isso é que não está feita. Dessa brincadeira, passou a uma coisa séria”, explicou Eduardo Ferreira.

Em fevereiro de 2021, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, admitiu que os prazos dados anteriormente pelo Governo eram “irrealistas”, tendo havido uma revisão dos mesmos. Nessa mesma ocasião, o ministro garantiu que a requalificação do IP3 estará concluída em 2024.

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