O Rancho Folclórico da Casa do Povo de São Pedro de Alva realiza no próximo dia 09 de julho o seu XXXV Encontro de Folclore. O evento terá lugar na Praça Mário da Cunha Brito, depois de realizado o desfile dos vários grupos participantes pelas ruas da vila de São Pedro de Alva.

Para além do grupo anfitrião, participam no festival:

O Rancho Folclórico da Casa do Povo do Pêgo (Abrantes);
O Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega (Lisboa);
O Rancho Folclórico de Vilar do Paraíso (V. N. de Gaia) e
O Rancho Folclórico Roda Viva (Telheiro – Leiria).

O evento conta com a colaboração do Município de Penacova, da União das Freguesias de  São Pedro de Alva E São Paio de Mondego, da Federação e Folclore Português e da Fundação Mário da Cunha Brito.

HISTÓRIA

O Rancho Folclórico Cultural e Etnográfico da Casa do Povo de São Pedro de Alva Foi fundado em 1978 e nasceu de uma festa de crianças que, ao desfilarem pelas ruas da vila, encantaram a população, motivando um grupo de pessoas a dar continuidade a esta iniciativa, recolhendo trajes, modas, cantares, usos e costumes e utensílios da sua terra de há mais de 100 anos.

Os pares representam vários trajes usados nesse tempo refletindo a condição pobre das pessoas da época. Como exemplos têm os noivos dos finais do séc. XIX, trajes de gente abastada, trajes domingueiros, de ir-à-feira e trajes de trabalho dos quais se destacam a ceifeira, os trajes da eira, o lenhador, a mulher do molho, a lavadeira, o resineiro, o malhador, a padeira, o boieiro, as vendedeiras, o homem da horta e da rega e o traje de romeiros, figuras bastante típicas desse tempo.

O tratamento do linho era também uma das atividades a que as gentes da região de “Mondalva” se dedicava, daí o Rancho Folclórico Cultural e Etnográfico da Casa do Povo de São Pedro de Alva apresentar também a fiadora do linho e possuir os utensílios usados na transformação do mesmo nas suas diversas fases para a sua tecelagem caseira.

O Rancho divulga o esforço dos seus antepassados no trabalho do campo para extraírem da terra pobre o seu sustento, percorrendo montes e vales, na recolha da resina e lenha, no transporte de animais e produtos agrícolas, ou descendo ao rio para lavar as roupas, através da apresentação de quadros etnográficos procurando preservar toda uma forma de vida de uma região, do seu povo bem como uma maneira de conhecer melhor a sua identidade.

Ao longo dos seus 44 anos de existência, o Rancho tem atuado em diversos festivais de norte a sul de Portugal continental e nos Açores. É composto por jovens e menos jovens que, nas horas livres, se dedicam a preservar e divulgar a cultura do nosso povo.

Realiza anualmente o seu festival de folclore na praça da vila, a tradicional descamisada, o cantar das janeiras e dos reis, os cânticos do ciclo natalício e também participa em feiras à moda antiga, mostrando com dignidade o seu vasto reportório.

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