Nas “barbas” de toda a gente, está a enterrar-se o SNS…
Já não vale a pena carpir ou fazer juras de amor a esta causa, quando há tempo de mais, se teima em fazer exactamente o contrário do que aquilo que o SNS precisa: dotação, meios e gestão de envolvimento.
Esta ministra do António chegou a um ponto em que -exceção aos deputados obedientes-
todas as pessoas, classes profissionais, pagadores, utentes, beneficiários, já não acreditam em nada do que ela pensa ou faz ou promete.
Começou (lembram-se?) por hostilizar a classe dos Enfermeiros, chegando ao ponto de pôr uns “capangas” a vasculhar a Ordem; chamou incompetentes aos Gestores; arrogou-se de expert em saúde; pôs os amigos ao seu serviço; tirou o tapete aos investidores privados e quis -e quer- fazer Saúde sem profissionais…
Ora, na verdade, isto não é possível, pura e simplesmente!
Os profissionais são pessimamente pagos; não há gente para as escalas; as horas
extraordinárias ultrapassam todos os limites legais…e os utentes/doentes (tal como todas as estatísticas nos dizem) são cada vez em maior número e cada vez mais pobres, logo mais cadenciados do SNS.
A responsável maior (a seguir ao António) devia lembrar-se que os idosos de hoje, reformados, foram os obreiros do SNS, os que o pagaram com os seus impostos, esperando dele poderem vir a beneficiar; devia perceber que a sua arrogância ofende todo um País; devia ser humilde para bem poder servir!
!…O SNS não é de nenhum governo, não é de nenhum ministro, mas é de todo um Povo…!
Nunca ouvimos a ministra contra “as cativações na saúde”; no seu discurso não existe o
“estrutural”, mas tão só o “conjuntural”.
Passou pelos pingos da chuva com a pandemia; prometeu mundos e fundos a toda a gente e não cumpriu; esbarrou num grupo social muito importante (tanto que até nos esquecemos todos disso): O Grupo das Mulheres que querem ser Mães!
Está a um passo de cair do pedestal.

Luís Pais Amante

 

Artigo anteriorRegião Centro conta com 91 empresas “gazela” que empregam 3.875 pessoas
Próximo artigoExames nacionais do secundário começam na sexta-feira com 150 mil alunos inscritos

6 COMENTÁRIOS

  1. Como bem nota o Luís Amante, não se pode dizer que seja surpresa o que está a passar-se com o SNS.

    Como previsível, a sua excessiva burocratização, com o que isso implica de cegueira para a realidade no terreno e inerente dificuldade em criar soluções ágeis, afigura-se como um problema quase insolúvel.

    Se a isso juntarmos o problema da gestão dos recursos humanos e o das remunerações ao pessoal médico e de enfermagem, e seu regime de contratação, aí temos um quadro difícil, com prognóstico reservado.

    E se, no meio disto tudo, se colocar o problema da falta de assistência adequada a quem se propõe trazer novas vidas ao mundo, então, a situação complica-se mesmo!

    Afinal, onde está a necessária liderança?

    Liderança, claro, não é criar “comissões de acompanhamento”, por muito estimáveis e empenhadas que sejam as pessoas que as constituam, nem fazer promessas vagas e declarações redondas. Tudo isso nada mais constitui do que uma solução meramente reactiva.

    Liderança, portanto, é ser proactivo, prever, antecipar. E isso, infelizmente, de todo que não aconteceu com a actual equipa do Ministério da Saúde.

    É o fim da linha? Talvez o não seja, mas o espaço de manobra está significativamente reduzido, porque o tempo e as circunstâncias são cada vez mais difíceis e exigentes.

    Liderança, precisa-se, urgentemente!

  2. Meu amigo Dr. Luís Amante, seu poema amostra a realidade o que está acontecendo no SNS.
    O povo já sofre de tantos anos, promessas e promessas, e nada se faz, até quando?
    Abraços

  3. Muito bom!!! Que suas palavras sirvam de inspiração para àqueles que podem mudar a regra do jogo!!!!!

  4. Caros leitores,
    Tomei conhecimento de que, algumas Pessoas pensaram que o meu artigo referia o “fim de linha” do SNS.
    O que pretendi, efectivamente, dizer foi que a ministra está em fim de linha.
    Peço desculpa se não fui suficientemente claro!
    É óbvio que o SNS tem sido tão mal tratado que, assim continuando a ser, vai ele próprio ficar em maus lençóis.
    Mas eu que lhe quero muito e nele acredito, acho que isso ainda está longe de ser hipótese, sobretudo porque o Povo não vai (pode) deixar.
    Obrigado pela vossa dedicação.
    Luís Pais Amante

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui