Hoje, o meu olhar vai, muito simplesmente, para o mundo que me rodeia bem de perto.

Conta a estória verídica de uma roseira do meu jardim

Foi plantada há pelo menos duas décadas, tal como outras duas, sendo que estas davam rosas de cor rosa e essa dava rosas de cor vermelho fogo.

Lindas estas rosas! Enfeitaram meu jardim e puderam alegrar o coração a quem foram oferecidas uma vez e outra…

Não se desfolhavam. Mantinham-se na roseira até perderem o vigor. Resistentes que eram!

Acontece que, aqui há uns dois anos, ela começou a definhar. As suas rosas já eram mais pequenas e sem a cor e o brilho que as caraterizava. Ela amareleceu, definhou e acabou por secar.

Pensei tê-la perdido e comecei em procura de um novo pé de roseira que desse rosas daquela cor. Não encontrei.

Com um fiozinho de esperança fui sempre vigiando o local onde restaria a raiz da minha roseira preferida.

Passado bastante tempo, nos alvores da Primavera passada, pareceu-me ver uns pequeninos rebentos, finos e frágeis. Era a esperança a renascer!

Protegi-os para que não fossem calcados, pois não davam nas vistas…

Fui observando a evolução. Fui vendo crescer uma haste fina que, cheia de boa vontade, fez despontar um pequeno botão de rosa que desabrochou querendo anunciar que estava ali para voltar a enfeitar o meu jardim e para regalo dos meus olhos e de quem por ela passasse!

A sua resiliência provocou-me. Entendi que ela ia precisar de um apoio à sua fragilidade e uma proteção para que não fosse “atropelada” por quem passasse ou pelos meus gatos brincalhões que não percebessem que ela estava a ressuscitar…

Coloquei-lhe um esteio para lhe dar resistência e um resguardo para lhe dar proteção.

Passou essa primavera, o verão, outono e inverno!

Eis que, no despontar desta última Primavera, ela voltou a mostrar-se, mas agora com um aspeto mais robusto e saudável.

Tinha renascido!

Cresceu e floriu. A flor que desabrochou era igual às que me tinham encantado sempre: rosa vermelha cor de fogo!

Uma estória banal que dará para questionar o porquê de ser aqui referida. A verdade é que ela me tocou e me fez aprender uma lição: em vez de desistir, vale apostar, amparar, proteger, acreditar para vencer!

É esse o caminho!

Helena Marques

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