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Éramos todos (quase) putos
Com cabelos tipo dama
Com olhar cheio de manha
Traquinas
Como a idade aconselhava
Jogávamos à bola ao fim-de-semana
Com alegria
Com dose de indisciplina salutar
Pensando nelas marotas que nos queriam namorar
E ficavam em pose louca
Enquanto íamos jogar
Tomávamos banho de água fria
Que enrijava a musculatura
Tínhamos chuteiras com a língua de fora
E Dirigentes que não davam sermão
Por conhecerem a nossa condição
De rebeldia amadora
!… Só que encantávamos os nossos conterrâneos …!
Que nos apoiavam com tom crítico:
(Vai cortar o cabelo, pá
Isto não é a discoteca, cabrão
Maricas de merda)
Dificultávamos a vida aos nossos adversários
Comíamos o relvado que não havia
Deslizando na lama que nos cobria
Gostávamos de aprender com os mais lendários
E sobretudo adorávamos o emblema
A camisola
A união
O que nos fazia gigantes
Amantes do bem fazer
Só pelo prazer
Lutámos
Persistimos
E corremos os campos da nossa Divisão
De carrinha lenta
E pneus carecas
Sem outras intenções
Do que virmos a ser os Campeões
… o que nos torna, agora, Glórias
… entre os clubes beirões!
Luís Pais Amante
Este poema surge na sequência de uma iniciativa que está em marcha e que tem como objectivo principal a comemoração do Cinquentenário dos Campeões. Esta iniciativa, em boa hora concebida pelo Dr. Carlos Coimbra, visa os jogadores de futebol que, na época 1972/1973, ganharam o Campeonato Distrital pelo União Futebol Clube. No domingo, dia 5 de junho, os seus promotores irão juntar-se com a Direção do Clube, para delinearem o decurso do tema, durante a época que se avizinha.
Na foto,
Em cima, da esquerda para a direita:
Carlos Coimbra, Luís Silveira, Soares, Pedro, Arménio, Rodrigo, Crisóstomo e Alípio
Em baixo, da esquerda para a direita
António Coimbra, Manuel Padre, Arsénio, Narcindo, Luís Amante, Vítor, Mário e Francisco Azougado
Caros Leitores do PenacovaActual
Espero ter conseguido transmitir a emoção com que revi os jogos, os companheiros, os espectadores, etc, etc.
E, também, o que se sente que a nossa Penacova (Concelho) e o nosso Povo têm de bom: não esquecer os seus!
Claro está que me sinto muito feliz pela proeza que um grupo de jovens conseguiu em 1972/1973; e que sinto que os 50 anos passaram com tempo para ainda poder dar mais à nossa terra.
Obrigado pela vossa amizade e fidelidade.
Gostei, realista, verdadeiro e bem feito. Abraço
Que saudades, adorei ver esses jovens, lutando pelo campeonato.
Poema muito lindo, dedicados aos jovens.
Meus parabéns, Dr. Luís
Abraços
Há momentos das nossas vidas em que todos aspiramos a ser campeões. Porém, nem sempre o conseguimos. Mas eles, ainda bem jovens, “amantes do bem fazer, só pelo prazer”, “lutaram e persistiram”… E foram campeões! Que exemplo, que lição! Terão mantido essa postura, vida fora, e agora, já mais velhotes e pesadotes, nem por isso deixam de ser campeões: campeões da vida. Parabéns.
Um poema que deu vida à foto de 50 anos atrás, onde o poeta Luís trouxe para o presente de forma divertida as lembranças do time de futebol que participou como jogador, em sua Penacova querida. Uma verdadeira homenagem aos seus companheiros que acreditavam uns aos outros e em si mesmos e trouxeram glória para sua cidade. Parabéns Luís e todo o time que fez história.