Nasceu a 24 de Fevereiro de 1930, portanto, contas feitas, a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Penacova celebrou 92 anos de actividade no passado dia 24. Para assinalar a efeméride, comemoraram o dia internamente de forma simbólica mas têm agendadas actividades abertas à comunidade já este domingo (27), entre elas a tomada de posse do novo Comandante da Corporação, Vasco Viseu, filho do Comandante Interino Vasco Viseu (já falecido), que sucede a António Santos Simões, atualmente no Quadro Honra, que nesse dia será homenageado.

Nádia Moura – Campeão das Províncias

Vasco Viseu, bombeiro da corporação desde 1980, segundo comandante desde 2012 e, actualmente, comandante em substituição, disse ao “Campeão” que a pandemia foi uma provação que exigiu uma readaptação constante mas sem descurar os serviços mínimos.

Os tempos são outros e, apesar de contar, actualmente, com 119 elementos – “um excelente número que se deve à estabilidade conseguida e ao bom ambiente” -, a realidade alterou-se ao longo dos anos. “Enquanto a minha escola de recrutas, em 1986, teve uns 30 elementos, hoje tem sete.

Os tempos são diferentes, as ambições também, antigamente os bombeiros eram o ponto de encontro da juventude que hoje tem uma oferta diferente”, justifica o responsável.

No dia passado dia 24, foi hasteada a bandeira, às 9h00, com o pessoal de serviço e depois, à noite, houve um mini convívio interno. Já amanhã, dia 27, a cerimónia aberta à comunidade terá uma exposição diferente: o hastear da bandeira será às 10h00, a formatura geral às 11h00 para receber as entidades que vão estar presentes e depois acontecerá uma Sessão Solene com as condecorações – com medalhas de assiduidade dos cinco, 10, 15, 20 e 25 anos de dedicação, medalhas de 30 anos, crachás de ouro e crachás de mérito e cidadania com 45 anos de serviço -, a tomada de posse do comandante e, por fim, um almoço convívio.

Vasco Viseu, congratula-se pela história e vigor que sempre caracterizou a corporação: “Temos uma associação com boa estabilidade financeira e social, um parque de veículos invejável com média de idades baixa, assim como a média de idades dos elementos também o é, e bombeiros a receber crachás de ouro (35 anos de serviço). Claro que também temos as nossas dificuldades mas não podemos remeter- -nos às lamurias, temos uma postura optimista”, remata. E é este o espírito que justifica, em parte, a sua resposta quando questionado sobre eventuais necessidades dos Bombeiros de Penacova: “Temos uma corporação muito bem equipada para incêndios florestais (sete veículos florestais de combate), bem equipada também para intervir em acidentes (com dois bons veículos) e temos uma lacuna, que esperamos colmatar a curto prazo, que é a aquisição de um veículo urbano de combate a incêndios.

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