A não realização da edição 2021 da Feira do Mel e do Campo foi motivo de troca de acusações entre o atual e o anterior executivo camarário.

Na sequência de críticas do antigo vice-presidente, João Azadinho (PS), feitas através das redes sociais, o atual presidente da autarquia, Álvaro Coimbra (PSD) utilizou ontem o mesmo meio para explicar que “o novo executivo começou a trabalhar a 18 de outubro e em tempo útil não foi possível organizar o evento, com a dignidade que merece”.

Recordando que o ex-vice-presidente da câmara tinha admitido, nas redes sociais, que “não tínhamos deixado nenhum procedimento pronto”, Álvaro Coimbra tornou público que as duas últimas edições da feira (uma delas digital) custaram ao município cerca de 140 mil euros, “verba significativa para uma autarquia que não vive de forma desafogada, como alguns pretendem insinuar”.

O atual presidente constata que, “em ano de autárquicas, o anterior executivo aumentou a despesa e não foi criterioso nas opções, deixando para trás, por exemplo, milhares de euros, não pagos, aos clubes e associações”.

Para o responsável máximo do município, esta situação “vai obrigar o novo executivo a um esforço financeiro extra para regularizar os compromissos assumidos”.

A autarquia de Penacova garante que, “apesar de a feira não se realizar, manterá o apoio aos apicultores que lutam, permanentemente, contra as adversidades (a vespa asiática e as alterações climáticas)”.

Com a justificação de que “os recursos do município são limitados e há prioridades”, o presidente da câmara decidiu “concentrar as energias na reparação do deslizamento da rua Dr. Artur Soares Coimbra, em Penacova, problema que se arrastava há demasiado tempo”, concluindo que, “em apenas um mês, foi possível lançar um concurso público urgente e assinar o contrato da obra”. Trata-se de uma ligação ao centro da vila, aos bombeiros e ao centro de saúde. Um investimento superior a 225 mil euros.

As críticas de Azadinho

Cerca de uma semana antes, João Azadinho fez questão de recordar um texto do atual presidente de câmara no seu blog, em que defendia, em novembro de 2017 – após o grande incêndio daquele ano – “que a câmara devia, mesmo assim, ter organizado a Feira do Mel”, questionando se “não seria a Feira do Mel e do Campo uma boa oportunidade para os apicultores afetados poderem vender o seu mel e assim ajudar a minimizar os prejuízos? Não seria a Feira do Mel e do Campo o local ideal para os pequenos agricultores do nosso concelho, os que mantiveram alguma capacidade de produção, virem comercializar os seus produtos?”. João Azadinho concluía que “e agora em 2021? Também não seria uma boa oportunidade?”.

Leia aqui o texto de João Azadinho

Leia aqui o texto de Álvaro Coimbra

 

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