O Bico da Lapa
É um sítio mágico
Ali na Azenha do Rio
Junto a um caudal bem trágico
É local de pescador
Aconchegado na areia
Enfrenta as cheias com dor
E faz lembrar a sereia
Soergue-se enfeitiçado
Cheio de gente e de rãs
Ouve o silêncio amainado
Da Ribeira de Selgã
E faz recordar o barqueiro
Que ali tinha porto amigo
E o Rio quando cheio
Que parecia um mar de prata
É barco
É fado
É saudade
Lá neste local afamado
Escuta-se concertina e acordeão
Dá-se treino ao tocador
E descanso ao folião
E veem-se moças bonitas
Reguilas e aflitas
Para dançar junto à Ponte
Onde vai ter gente a monte
É vapor de água de costureira
Miradouro de gente sã
Que enaltece o Mondego
Com o seu desassossego
E faz lembrar o emigrante
Que ali tinha casa antiga
E vivendo bem distante
Não se esquece da Lampreia
É beleza
É natureza
É recordação
O belo Bico da Lapa
Como o Ruizinho relata
Luís País Amante
O Bico da Lapa é um poema inédito de Luís Pais Amante (Poeta da Casa Azul) e integra o Livro Penacova (In)Temporal, cujos direitos de autor doou ao Município de Penacova, que o está a editar – Foto de Óscar Trindade





Dr. Luís que poema lindo.
Meus Parabéns e muito SUCESSO
Abraços
Mais um excelente poema, muito bonito.
Parabens amigo Luís.
Muito lindo poema.
Sente-se todo o amor do nosso rio Mondego que é uma grande inspiração.
Grande abraço
Parabéns Dr. Luís, gostei muito deste seu poema.
História de um lugar visto por um poeta e figura notável de Penacova. Parabéns. Gostei imenso. Abraço
O Bico da Lapa ficou ainda mais belo com
os versos do poeta que tanto ama essa região do Mondego. Há muito estas terras estavam à espera de um poeta,…ele chegou!