No próximo Sábado, dia 16, tomam posse os Membros dos Órgãos Autárquicos que elegemos nas últimas eleições.
A minha primeira palavra – após o silêncio a que me obriguei – é para parabenizar TODOS os Candidatos que se apresentaram ao serviço da nossa Terra, Penacova.
A segunda é para agradecer aos que nos representaram durante os últimos anos o trabalho feito e a dedicação que aportaram à causa do nosso desenvolvimento.
A terceira é para desejar boa sorte aos Eleitos, sem deixar de lhes dizer que, agora, são os meus representantes!
O Álvaro (que tenho o prazer de ter como meu amigo e visita de minha casa) será o meu Presidente e a Magda, a minha querida Magda (com que orgulho eu digo isto) é a minha Vice-Presidente!…e é só a primeira Mulher a tomar rédeas no nosso Município…
A Democracia é, por definição, o regime do Povo; é o único que permite a alternância e é a melhor solução que existe para uma representação justa, equitativa e plural das nossas ideias e dos nossos desejos.
Não está a passar por bons dias, não!
Não está a permitir combates que se impõem à nossa Sociedade, não!
Não está a cuidar bem dos mais desprotegidos e dos jovens, não!
Mas, ainda assim, é melhor do que a ditadura…e o único regime político que permite o que aconteceu em Penacova: a tal alternância.
Eu vivi na ditadura em Penacova; eu lutei muito pela Democracia; eu sei do que estou a falar…
Para trás ficaram as posições que, individualmente, fomos tomando nos tempos próximos passados.
O que agora interessa mesmo é que estejamos todos sintonizados com o nosso desenvolvimento porque sem esse espírito de pertença nada se resolverá.
E será bom que saiamos mesmo da sina de terra pobre, interior, serrana, enjeitada, incapaz de dar o salto definitivo para que nos sintamos felizes.
Eu, que nunca pedi nada à minha terra; que nunca me aproveitei de nada, nada dela; que sinto ter-lhe dado o que pude, ainda estou cá para ajudar no que puder e para dar, sem retorno.
Assim isso seja necessário.
Porque não confundo política e ideologia com amizade e com respeito pelas ideias, ainda que divergentes.
Não vou ter que mudar o chipe.
Porque não preciso, graças à sorte que tive na vida – que me deu muito trabalho – de bajular este ou aquele, nem de fazer carreira à custa de fretes.
Viva Penacova!
Luís Pais Amante

É muito bom, aqui em Londres, puder ler um tratamento simples das bases da democracia.
Abraços
Omar
O objeto principal da política deverá ser no foco da união e amizade entre o povo penacovense , respeitando a opinião de cada um. Cabe, também, ao povo respeitar e ajudar que nos vai governar, para bem do nosso próprio governo.
Vamos todos contribuir para que a DEMOCRACIA funcione, com a liberdade e respeito que ela nos concedeu.
Unus pro omnibus, omnes pro uno.
Passada a agitação das recentes eleições autárquicas, fazem-se balanços e arruma-se a casa. E o arrumar da casa faz-se, também, assumindo os resultados sem acrimónias pessoais relativamente aos novos titulares dos cargos, tal como muito bem o faz o Luís Amante neste seu texto.
De facto, a alternância é um dos efeitos da democracia. Na minha modesta opinião diria, ainda, que é no âmbito das eleições autárquicas que melhor se expressa o voto livre e informado que caracteriza a democracia e que, por isso, constitui o momento em que melhor se manifesta esse movimento de alternância.
Tudo isto porque votamos em pessoas próximas de nós, que muitas vezes conhecemos pessoalmente e com as quais até convivemos com frequência, que irão assegurar a gestão da coisa pública da nossa terra lidando com os problemas e dificuldades que todos (ou quase todos) conhecemos.
Há toda uma proximidade pessoal que facilitará a empatia e a solidariedade para cooperar na procura e cumprimento das soluções necessárias, muitas vezes relegando-se para segundo plano as opções partidárias dos envolvidos.
Bem, isto no melhor dos mundos…
Mas, no Portugal de hoje, aqui e agora, há questões que se levantam sobre esta temática.
Teve o PPD/PSD melhores resultados face ás humildes expectativas que acalentava? Teve, talvez inesperadamente até para muitos dos seus militantes. Mas não queira dar o passo maior do que a perna, porque a humildade e o comedimento na vitória são factores muito importantes na vida política.
Porém, apesar de claramente derrotado nas recentes eleições autárquicas, o PPD/PSD canta vitória inexcedível e antevê radiosos amanhãs nascentes que, porventura, terão pouca correspondência com a realidade.
Ganhar presidências de Câmaras Municipais é bom, mas isso não terá grande valor se as respectivas Vereações e Assembleias Municipais não tiverem uma composição partidária em consonância, que permita uma acção tranquila e equilibrada na prossecução dos objectivos do Município. E é aí que, normalmente, surgem as tentações do autoritarismo…
Espera-se, e deseja-se, que o quotidiano municipal de Penacova não venha a sofrer destes problemas.
Este texto do Luís vem como uma luz
a brilhar em meio à uma escuridão de
de radicalizações. É um exemplo em que
o bem-estar de todos está acima das próprias convicções políticas partidárias.
Que linda mensagem está que veio deste filho de Penacova que tanto a honra.
Palavras apaixonadas , que soltam emoção e muita lucidez a cada frase ….mais uma vez é indicado o caminho…
Que bela homenagem a sua terra, Luis!
Uma alegria ver a democracia florescendo! Lindas
palavras cheias de afeto e sabedoria! Parabéns!
Adoramos conhecer a sua linda terra natal!!
Saudades de vocês!!!