Investimento rondou os 22 mil euros e a inauguração da obra está marcada para amanhã, pelas 15 horas.
Foi um local de referência onde se realizaram as mais diversas espectáculos de música Destaque especial sempre mereceram as bailes «Eram famosos», recorda o presidente da União Popular e Cultural de Chelo, referindo-se ao edifício do antigo Grémio Recreativo. «Até vinham pessoas de Coimbra, de táxis, para participar nos bailes», adianta António Ralha.
Manuela Ventura – Diário de Coimbra
Todavia o edifício, construído nos inicios da década de 30 do século passado, já não oferecia as melhores condições. «Estava muito degradado», explica o responsável. Razões que levaram a colectividade de Chelo, no concelho de Penacova, a empenhar-se em fazer obras e renovar o espaço, dotando-o das necessárias condições para um bom funcionamento.
«Apresentámos uma candidatura ao programa Renovação das Aldeias em 2020, que foi aprovada», explica, o que representou uma comparticipação financeira de 17.500 euros, ou seja, 80% do valor da empreitada. Os restantes 20% foram asseguradas pela Câmara Municipal de Penacova e pela União Popular e Cultural de Cheio, cada uma com 10%.
Um mês, Junho, foi o tempo necessário para iniciar e concluir a empreitada. «Substituímos o telhado e fizemos a pintura exterior do edifício, explica António Ralha, que preside há anos à colectividade, dando continuidade a uma tradição arreigada no seio familiar. «O meu avó materno foi um dos fundadores do Grémio», refere.
A União Popular Cultural e Cultural de Chelo, a associação que existe actualmente, resulta, de resto, de uma verdadeira união de várias colectividades. António Ralha recorda a fundação, em 1931, do Grémio Recreativo de Chelo e no mesmo ano, Chelo Recreativo Clube. Entretanto, na década de 60, surgiram outras duas colectividades, a Associação Desportiva de Chelo e o Chelo Futebol Clube e as quatro associações coexistiram até aos inícios da década de 80. «Em 1980 fez-se a fusão dos quatro clubes e foi criada uma nova associação: a União Popular e Cultural de Chelo», explica. E a estes quatro “pilares” agregou-se um quinto grupo o Rancho Folclórico As Paliteiras de Chelo. «Ficaram cinco instituições numa só», sublinha António Ralha.
A recuperação do edifício do antigo Grémio vai ser assinalada com uma cerimónia simbólica, amanhã, pelas 15h00, com a presença de vários convidados. O momento que se vive, marcado pelas contingências da pandemia, não oferece condições para haver festa, no sentido mais amplo do termo e como era apanágio daquele espaço. Todavia, como sublinha o presidente da direcção, estão criadas as condições para, no futuro, voltar a haver momentos de festa, de grande animação e convívio em Chelo.
