A vida tem o condão de nos prender
Aos ditames da nossa arte
Às regras do seu comportamento
Aos amores e ao entendimento
… A quase tudo!

E nós vamos aprisionando o nosso crer
Vamos deixando de ser nós
Vamos desequilibrando o nosso ser
Entrando em caminhos torpes, sem saber
… A quase nada!

A condição de avós muda tudo
Nestes nós que o tempo nos trás
Agarra-nos à alegria sem sombra
Põe-nos a querer recuar na meninice
… Liberta-nos!

Do sonho no ar suspenso
Da crença de fazer parar o tempo
Focados no momento da soltura da flor da buganvília ao vento
Sugando a condição de actores, nesta vigília cheia de sentimento …

Luís Pais Amante

Feliz com o prazer dos netos (Madalena, Martim e Teresinha) a degustar os pêssegos da Casa Azul.

Publicidade
Artigo anteriorMunicípio de Penacova (SMPC) adquire novo equipamento para fazer face a situações de emergência
Próximo artigoOpinião: Seis municípios promovem o envelhecimento ativo e saudável em rede

3 COMENTÁRIOS

  1. Um poema a condizer, realmente, com o dia da Criança.
    É um privilégio ser Avô/Avó e, quiçá, privilégio maior que toda a criança tenha avós.
    Tenho o primeiro privilégio, posto que tenho lindos netos, mas do segundo privilégio não tive a graça, quando criança.
    Parabéns, Luís.

  2. Lendo seu inspirado poema reflito o
    quanto somos enriquecidos pela aproximação com os netos desde os primeiros meses de idade. São tantas as lições e ensinamentos que eles transmitem ainda mesmo sem saberem pronunciar as palavras.
    Parabéns por dar espaço aos netos em seus poemas.

  3. Meu amigo Dr. Luís, meus parabéns pelos lindos netos, é uma alegria, eles merecem ser comemorado.
    Seus poemas são lindos.
    Abraços
    Omar

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui