A vida tem o condão de nos prender
Aos ditames da nossa arte
Às regras do seu comportamento
Aos amores e ao entendimento
… A quase tudo!
E nós vamos aprisionando o nosso crer
Vamos deixando de ser nós
Vamos desequilibrando o nosso ser
Entrando em caminhos torpes, sem saber
… A quase nada!
A condição de avós muda tudo
Nestes nós que o tempo nos trás
Agarra-nos à alegria sem sombra
Põe-nos a querer recuar na meninice
… Liberta-nos!
Do sonho no ar suspenso
Da crença de fazer parar o tempo
Focados no momento da soltura da flor da buganvília ao vento
Sugando a condição de actores, nesta vigília cheia de sentimento …
Luís Pais Amante
Feliz com o prazer dos netos (Madalena, Martim e Teresinha) a degustar os pêssegos da Casa Azul.
Publicidade

Um poema a condizer, realmente, com o dia da Criança.
É um privilégio ser Avô/Avó e, quiçá, privilégio maior que toda a criança tenha avós.
Tenho o primeiro privilégio, posto que tenho lindos netos, mas do segundo privilégio não tive a graça, quando criança.
Parabéns, Luís.
Lendo seu inspirado poema reflito o
quanto somos enriquecidos pela aproximação com os netos desde os primeiros meses de idade. São tantas as lições e ensinamentos que eles transmitem ainda mesmo sem saberem pronunciar as palavras.
Parabéns por dar espaço aos netos em seus poemas.
Meu amigo Dr. Luís, meus parabéns pelos lindos netos, é uma alegria, eles merecem ser comemorado.
Seus poemas são lindos.
Abraços
Omar