Hoje é Domingo
Domingo de Páscoa
Dia do Mistério
Da Ressurreição do Senhor
É domingo itinerante
No calendário de acção litúrgica
Aparece mais ou menos hesitante
Passada a Quaresma
A seguir à primeira
Lua cheia
Da Primavera
Equidistante
E fala do amor a Cristo
E deste ao Deus Pai
E da sua beleza
Dignidade e liberdade
E da sua persistência
Em propagar a Fé
Por vezes sem assistência
Está focado também
Na ultrapassagem
Dos problemas da traição
Sem ódios
Só com paz e perdão
O que muitas vezes
Não é mais do que ilusão
Encerra uma quadra festiva
Intensiva
Onde biblicamente
Se envolveram os discípulos de Jesus
Que cumpriu tudo a direito
Como estava nas escrituras
A Seu respeito, dando misericórdia e amor
Mas também
Se envolveu gente esquiva
De Jerusalém
Misturada com gente sã
Seguidora com afã
Do Menino que se fez Homem
Aquelas figuras perdidas
Vendidas
Andavam por ali a saltitar
Não por devoção
Nem à procura de endereço
Mas sim à procura de quem
Lhes pagaria melhor preço
Basicamente
Como em quase tudo na vida
Infelizmente!
Luís País Amante
A pensar nesta quadra bonita que em casa dos Meus Pais, em Penacova, se confundia com a visita Pascal.


Obrigados pelo poema! Bom e bem adequado à quadra que, tristemente, vivemos com pouco envolvimento coletivo.
Esperemos por melhores dias e mais proximidade à normalidade. Coragem para manter o ritmo de ação.
Um abraço e o melhor possível dia de Páscoa
Amândio
Este poema do meu marido Luís parte de factos da fé cristã e chega a imagens que o tornam actualíssimo.
Aliás, tal como foi apreendido pelos Leitores, aos quais agradeço a dedicação, esperando que tenham passado uma Páscoa Feliz.
Domingo de Páscoa: palavras ditas como sermão
no monte, falando do sacrifício do sacrifício do
mais divino e cheio de esperança para despertar em
algum momento corações empobrecidos.
Lindo!!!!!!
Caro Colega e amigo, bonito poema! Profundo, tanto no seu lado principal – fé – como cultural. Numa meia centena de linhas, e em verso, resume a luz q a Páscoa constitui, passagens importantes do novo testamento e a forma como se marca esta festa móvel – que, creio, não há muita gente q o saiba.
Abç amigo,
José da Cunha de Mello
Ao ler esta poesia não podemos deixar de reparar como, usando notável contenção de palavras e sem pieguismos, o Luís Amante nos consegue falar, com simplicidade mas com precisão, da Páscoa e do seu profundo significado religioso, espiritual e festivo. Está lá tudo!
Espera-se que possa ser incluída em próximo livro do Luís. para quem vai o meu abraço amigo (à distância, que as coisas ainda estão complicadas para as manifestações físicas de afectos…)
Poema bonito e de sensibilidade,que me toca, não apenas pela época ,mas porque se estende para além dela, hoje pela diferença que todos vivemos nestes tempos difíceis. Obrigado Luís. Com um abraço amigo Elisabete e Zé